Lembram de onde paramos no último post? Pois, é, nem eu, já que eu fiquei tanto tempo sem atualizar isso aqui.
Ah, é. Supergirl e Flash morreram e a ameaça acabou. Tá bom, como se fosse acabar fácil assim...
Depois de tudo que os heróis passaram, o mal parece ter cessado. As terras não estão mais se fundindo, Pária, Lyla (ex-Precursora) e Alexander Luthor comparecem a uma reunião na ONU para todos os 5 planetas. O grande problema nesse momento são os vilões. Wally West (Kid Flash) é convocado por Jay Garrick (o Flash original, da Terra-2) e Lyla para utilizar a Esteira Cósmica, que permite aos heróis viajarem por entre as Terras. A Aquamoça (Tula) cai em uma batalha, envolta por gases tóxicos. Os heróis chegam aos planetas invadidos e começa o combate.
Durante as furiosas batalhas, o Espectro surge para avisar a todos de que o Antimonitor ainda está vivo e a destruição paira sobre todas as Terras, já que ele viajou no tempo, até a chamada Aurora dos Tempos, que antecede toda a criação. O plano do vilão é fazer com que o Multiverso nunca seja criado, existindo somente o universo de Antimatéria, no qual ele reinaria vencedor. Os grupos então são dividos: os heróis vão atrás do Antimonitor, enquanto os vilões devem impedir Krona, em Oa, para tentar impedí-lo de ver a criação. No momento da partida, aparece o Superboy da Terra Primordial (na tradução original da Abril, ele vinha da Terra 7. PS.: a Terra Primordial é a NOSSA Terra :P) único sobrevivente de seu universo. Os vilões falham em sua missão, mas a força conjunta dos heróis, os Magos e do Espectro acabam por impedir o Antimonitor. É o fim do inimigo. Mas, obviamente, nada continua da forma como era. Onde antes existia um Multiverso, agora só existe um Universo. Apenas uma Terra para abrigar todos os heróis.
Esse nova Terra é uma amálgama de todas as outras. Ninguém se lembra, por exemplo, do Superman da Terra-2 e de sua esposa. Eles se encontram com o Superman, Jay Garrick e Wally West para tentar utilizar a Esteira Cósmica e voltar para casa, mas, ao tentar fazer a passagem, encontram apenas o nada. O Superman da Terra 2 se desespera e destrói a Esteira. No espaço, um grupo formado por: Delfim (companheira do Aquaman), Adam Strange, Capitão Cometa, Rip Hunter, Cavaleiro Atômico e o Homem-Animal chegam à nave de Brainiac e explicam o que ocorreu. O andróide diz que apenas uma pessoa poderia tirar sua dúvidas: Darkseid, de Apokolips. A Precursora reúne os heróis para lhes explicar o que está ocorrendo. Nesse novo universo, só existiu um Krypton, uma Gotham e uma Ilha Paraíso. Consequentemente, só existiu um Superman, um Batman e uma Mulher-Maravilha. Os vilões não se recordam da batalha contra o Antimonitor, somente os heróis, por estarem na Aurora dos Tempos quando o universo foi recriado. Nesse ponto é mostrado pela primeira vez as incongruências pelos fatos de tantos heróis, de tantas Terras, terem tantas lembranças diferentes uns dos outros.
De repente, a Terra cai nas Trevas. O Antimonitor faz um último ataque desesperado, levando a Terra até o universo de Antimatéria. A Precursora, então, convoca os mais poderosos heróis para combater o inimigo em seu próprio território. Alex Luthor abre novamente o Portal para seus companheiros. Ao chegarem lá, o Flash aparece para Wally, que quando tenta alcançá-lo, se depara com o Pirata Psíquico. Ele está completamente insano e puxa o uniforme do Flash, soterrado sobre pedras. Os heróis aparentemente destroem o Antimonitor, porém, quando estão prestes a passar pelo portal aberto por Alex Luthor, que devolveria a Terra para o universo positivo, ele se levanta e dispara um raio de energia que atinge (e aparentemente, pois isso não é bem explicado) mata a Mulher-Maravilha. A batalha final é travada apenas pelo Superman da Terra 2 e o Superboy Primordial. Mas Darkseid aproveita-se de Alex Luthor, soltando um feixe de Raios Ômega dos olhos do jovem, que atinge o Antimonitor. Completamente debilitado, ele é destruído definitivamente pelo Superman. O Universo de Antimatéria começa a ruir.
Alex abre um portal para um outra dimensão, já que Superman e Superboy não se sentem à vontade com essa nova Terra. E revela que, antes do renascimento, havia salvo a Lois Lane da Terra 2. Os quatro então partem para o desconhecido...
Saldo da Crise
Como em toda mudança cronológica, Crise criou vários erros de continuidade, bem como sumiu com alguns personagens consagrados. Vamos relembrar algumas coisas que ficaram mal explicadas?
O que não é lembrado?
- Supergirl (Kara Zor-El): por ter morrido antes do renascimento do universo, e, nessa nova versão, Superman permanece por muito tempo como o último kryptoniano.
- A participação de Brainiac. No universo Pós-Crise, ele só surgiria no final da década de 80.
- A morte do Rei Solovar, da Cidade Gorila, pela nuvem de antimatéria.
- Morte de Lori Lemaris.
- Morte dos Perdedores, soldados da Segunda Guerra. No pós-crise, eles morrem enfretando nazistas.
- Mulher-Maravilha da Terra-2 como mãe de Fúria.
- A existência de Terras Paralelas. Após a fusão, é lembrado que os vilões tentaram dominar o planeta.
O que é lembrado (porém de maneira diferente)
- Os céus vermelhos (homenageado por Grant Morrison em Crise Final)
- Nuvem de Antimatéria.
- Mortes de Flash, Aquamoça, Columba e diversos outros heróis.
- A guerra dos vilões.
- A Tropa dos Lanternas Verdes terem perdido temporariamente seus poderes. Alan Scott e Jade não são afetados.
- O encalço ao Antimonitor na Aurora dos Tempos e o cerco dos vilões à Krona.
- Ametista ter ficado cega. E sua ida para o Mundo de Cristal, com a ajuda do Sr. Destino.
- Participação de Pária e Lady Quark.
- Participação dos heróis das outras Terras.
- Pirata Psíquico lembra das Terras Paralelas.
E tem mais um monte de coisas, porém não vou me alongar mais que isso...
No próximo artigo: Um novo Universo DC! Superman: Homem de Aço! Batman: Ano Um! Lendas! Invasão! Liga da Justiça Internacional! A morte do Superman! A Queda do Morcego! Crepúsculo Esmeralda!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
DC Reboot: um mal (des)necessário? - Parte 2 - A Primeira Crise
Crise nas Infinitas Terras
Sou suspeito para falar dessa saga, pois admiro a obra como uma das maiores histórias já escritas, mas vamos ser objetivos.
Na história, após tentar descobrir os segredos do surgimento do Universo, Krona, um dos cidadãos de Maltus, faz um experimento proibido e acaba conseguindo visualizar o Big Bang. Porém, isso faz com que seu maquinário exploda e é criado, acidentalmente, o universo de Antimatéria, o exato oposto do nosso, que, para manter a coesão, se dividiu em diversas Terras paralelas.
Esse ato impensado também fez surgiu dois seres, o Monitor e o Anti-Monitor, que, assim que sentiram a presença do outro começaram a guerrear. Essa guerra durou 1 milhão de anos e, ao final, ambos caíram inconcientes.
Anos e anos depois, numa das Terras, Pária era um cientista também disposto a descobrir a origem do Multi/Universo. Mesmo com os protestos de seu povo, ele prossegue em sua tentativa até o sucesso. Porém, esse sucesso lhe custa caro: é causada uma explosão de anti-matéria que devasta seu Universo, e acorda o Anti-Monitor, que libera um onda destrutiva sobre o Multiverso.
A única vantagem é que o Monitor também acorda, e começa a preparar um plano para a queda de seu inimigo. Convocando alguns heróis, como a Precursora e Alexander Luthor Junior da Terra-3, que começam a instruir os heróis de diferentes Terras agindo em grupo de modo que possam parar seus inimigos.
Eles obtém um primeiro sucesso, defendendo parte das torres vibracionais criadas pelo Monitor, que mantém os universos separados e os protege da onda de antimatéria. Mas, o que ninguém esperava era a traição da Precursora, após ser dominada por um dos Demônios das Sombras do Antimonitor. Só que isso era uma parte do plano do Monitor, pois, com sua morte, seus dispositivos finalmente teriam energia suficiente para serem ativados, o que contém a ameaça da antimatéria, ao menos por hora.
Agora, o objetivo dos heróis é fazer com que as Terras se tornem apenas uma, mais coesa e forte, como deveria ter sido no início dos tempos. Com a ativação das torres, é criado um bolsão interdimensional, onde ficam protegidas as Terras 1 e 2 (chamadas pela Abril Jovem de Ativa e Paralela, respectivamente), cujos heróis são convocados para tentar salvar as únivas Terras ainda intactas (a 4, a X e a S). Mas é difícil lidar com os heróis dessas terras, pois vários deles estão dominados pelos poderes do Pirata Psíquico. Aproveitando-se dessa brecha, o Antimonitor ataca o satélite do falecido monitor. Num ato recheado de culpa e redenção, a Precursora explode-se no meio do satélite, garantindo a energia necessária para que as terras restantes se juntem às outras no Limbo.
Os representantes do Monitor reúnem então os Supermen da Terra 1 e 2, o Tio Sam da Terra X, o Capitão Marvel da Terra S, o Besouro Azul da Terra 4 e a Lady Quark, última sobrevivente da Terra 6 para lhes explicarem os motivos da Crise.
Após todos estarem a par dos eventos, alguns dos maiores campeões de cada uma das Terras são escolhidos para colocar em prática a próxima fase do plano para salvar o Multiverso: confrontar o Antimonitor, visando destruir as máquinas que estão desacelerando a vibração que separa os universos, colocando-os em rota de colisão. Os heróis convocados são: Supergirl, Ray, Capitão Átomo, Capitão Marvel, Nuclear, Mulher-Maravilha, Caçador de Marte (ou Ajax, como era conhecido nas traduções da Abril Jovem), Doutora Luz, Mon-El e Lanterna Verde. Utilizando-se de um túnel criado por Alexander Luthor, eles se dirigem para o Universo de Antimatéria, tendo o Párea como guia. No entanto, vários deles se ferem no caminho, e somente o Superman e a Doutora Luz conseguem chegar ao seu destino. Quando Superman está para destruir as máquinas, o Antimonitor aparece das trevas para impedí-lo, ferindo-o de forma brutal. Supergirl assiste aterrorizada, sabendo que, se uma ameaça dessas pode ferir seu primo, poderá até mesmo matá-la. A Doutora Luz, arrogante, ataca o Antimonitor com todo seu poder, porém não causa nada a ele. Supergirl ataca o inimigo enfurecida, e consegue destruir seu traje de contenção. Ela pede que a Dra. Luz leve o Superman para longe, junto com seus outros companheiros. Porém, a arrogância da Dra. faz com que ela fique para ajudar, e num momento de descuido, Supergirl é atingida e o Antimonitor foge.
Esse é o primeiro ponto de virada da série, e um dos mais importantes, quando Superman a segura nos braços, e ela morre pedindo para que ele não chore, pois foi graças a ele que ela aprendeu o significado do heroísmo e decidiu seguir seus passos.
A fusão das Terras foi contida, mas o preço dela foi alto. Vemos então o funeral da Supergirl, com um depoimento emocionante da Batgirl sobre a amiga. Após o funeral, Superman leva o corpo da prima até o Sol, e diz que os sonhos que eles compartilhavam continuariam vivos.
Aproveitando-se do lamento dos heróis, o Antimonitor começa a construir um canhão de antimatéria, e o Flash (que havia sido capturado no começo da Crise) consegue liberar-se do domínio do Pirata Psíquico e o força a ajudá-lo a dominar os servos do Antimonitor que os atacam. Assim, ele consegue chegar na fonte de energia do canhão, e começa a correr, para conter a energia e fazer com que ela volte para a máquina, destruindo-a. Porém, ele precisa ultrapassar seus limites, o que faz com que ele comece a viajar pelo tempo, e seu corpo começa a se desintegrar devido ao esforço. Mais um herói cai, dessa vez, de forma solitária...
Sou suspeito para falar dessa saga, pois admiro a obra como uma das maiores histórias já escritas, mas vamos ser objetivos.
Na história, após tentar descobrir os segredos do surgimento do Universo, Krona, um dos cidadãos de Maltus, faz um experimento proibido e acaba conseguindo visualizar o Big Bang. Porém, isso faz com que seu maquinário exploda e é criado, acidentalmente, o universo de Antimatéria, o exato oposto do nosso, que, para manter a coesão, se dividiu em diversas Terras paralelas.
Esse ato impensado também fez surgiu dois seres, o Monitor e o Anti-Monitor, que, assim que sentiram a presença do outro começaram a guerrear. Essa guerra durou 1 milhão de anos e, ao final, ambos caíram inconcientes.
Anos e anos depois, numa das Terras, Pária era um cientista também disposto a descobrir a origem do Multi/Universo. Mesmo com os protestos de seu povo, ele prossegue em sua tentativa até o sucesso. Porém, esse sucesso lhe custa caro: é causada uma explosão de anti-matéria que devasta seu Universo, e acorda o Anti-Monitor, que libera um onda destrutiva sobre o Multiverso.
A única vantagem é que o Monitor também acorda, e começa a preparar um plano para a queda de seu inimigo. Convocando alguns heróis, como a Precursora e Alexander Luthor Junior da Terra-3, que começam a instruir os heróis de diferentes Terras agindo em grupo de modo que possam parar seus inimigos.
Eles obtém um primeiro sucesso, defendendo parte das torres vibracionais criadas pelo Monitor, que mantém os universos separados e os protege da onda de antimatéria. Mas, o que ninguém esperava era a traição da Precursora, após ser dominada por um dos Demônios das Sombras do Antimonitor. Só que isso era uma parte do plano do Monitor, pois, com sua morte, seus dispositivos finalmente teriam energia suficiente para serem ativados, o que contém a ameaça da antimatéria, ao menos por hora.
Agora, o objetivo dos heróis é fazer com que as Terras se tornem apenas uma, mais coesa e forte, como deveria ter sido no início dos tempos. Com a ativação das torres, é criado um bolsão interdimensional, onde ficam protegidas as Terras 1 e 2 (chamadas pela Abril Jovem de Ativa e Paralela, respectivamente), cujos heróis são convocados para tentar salvar as únivas Terras ainda intactas (a 4, a X e a S). Mas é difícil lidar com os heróis dessas terras, pois vários deles estão dominados pelos poderes do Pirata Psíquico. Aproveitando-se dessa brecha, o Antimonitor ataca o satélite do falecido monitor. Num ato recheado de culpa e redenção, a Precursora explode-se no meio do satélite, garantindo a energia necessária para que as terras restantes se juntem às outras no Limbo.
Os representantes do Monitor reúnem então os Supermen da Terra 1 e 2, o Tio Sam da Terra X, o Capitão Marvel da Terra S, o Besouro Azul da Terra 4 e a Lady Quark, última sobrevivente da Terra 6 para lhes explicarem os motivos da Crise.
Após todos estarem a par dos eventos, alguns dos maiores campeões de cada uma das Terras são escolhidos para colocar em prática a próxima fase do plano para salvar o Multiverso: confrontar o Antimonitor, visando destruir as máquinas que estão desacelerando a vibração que separa os universos, colocando-os em rota de colisão. Os heróis convocados são: Supergirl, Ray, Capitão Átomo, Capitão Marvel, Nuclear, Mulher-Maravilha, Caçador de Marte (ou Ajax, como era conhecido nas traduções da Abril Jovem), Doutora Luz, Mon-El e Lanterna Verde. Utilizando-se de um túnel criado por Alexander Luthor, eles se dirigem para o Universo de Antimatéria, tendo o Párea como guia. No entanto, vários deles se ferem no caminho, e somente o Superman e a Doutora Luz conseguem chegar ao seu destino. Quando Superman está para destruir as máquinas, o Antimonitor aparece das trevas para impedí-lo, ferindo-o de forma brutal. Supergirl assiste aterrorizada, sabendo que, se uma ameaça dessas pode ferir seu primo, poderá até mesmo matá-la. A Doutora Luz, arrogante, ataca o Antimonitor com todo seu poder, porém não causa nada a ele. Supergirl ataca o inimigo enfurecida, e consegue destruir seu traje de contenção. Ela pede que a Dra. Luz leve o Superman para longe, junto com seus outros companheiros. Porém, a arrogância da Dra. faz com que ela fique para ajudar, e num momento de descuido, Supergirl é atingida e o Antimonitor foge.
Esse é o primeiro ponto de virada da série, e um dos mais importantes, quando Superman a segura nos braços, e ela morre pedindo para que ele não chore, pois foi graças a ele que ela aprendeu o significado do heroísmo e decidiu seguir seus passos.
A fusão das Terras foi contida, mas o preço dela foi alto. Vemos então o funeral da Supergirl, com um depoimento emocionante da Batgirl sobre a amiga. Após o funeral, Superman leva o corpo da prima até o Sol, e diz que os sonhos que eles compartilhavam continuariam vivos.
Aproveitando-se do lamento dos heróis, o Antimonitor começa a construir um canhão de antimatéria, e o Flash (que havia sido capturado no começo da Crise) consegue liberar-se do domínio do Pirata Psíquico e o força a ajudá-lo a dominar os servos do Antimonitor que os atacam. Assim, ele consegue chegar na fonte de energia do canhão, e começa a correr, para conter a energia e fazer com que ela volte para a máquina, destruindo-a. Porém, ele precisa ultrapassar seus limites, o que faz com que ele comece a viajar pelo tempo, e seu corpo começa a se desintegrar devido ao esforço. Mais um herói cai, dessa vez, de forma solitária...
Pois bem, galera. Chegamos à parte final da Crise, que vai ficar para a semana que vem, junto com o que ocorre com a DC no final dela. Estejam ligados.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Thundercats - A nova série
Olá, leitores fétidos! Chegou a hora de conferir a pequena (menor que as outras?) resenha da nova série dos Thundercats, que está passando no Cartoon Network estadunidense e que eu baixei fui nos EUA assistir e voltei. Dessa vez, não vou colocar a sinopse aqui porque acredito que a maioria já tenha assistido o desenho antigo no SBT e se não assistiu, favor deixar esse site agora! dê uma olhada na Wikipedia.
Pois bem, o visual dos personagens mudou muito. A influência dos mangás é clara, poisé o que dá dinheiro dá uma expressividade maior à eles. E claro, japoneses sempre souberam trabalhar melhor com armas brancas que americanos. E, sendo Thundercats uma obra nipo-estadunidense (entre Japão e EUA, tá precisando estudar, hein?) é bom aproveitar os dois lados da cooperação, certo?
Aproveitaram também pra dar uma rejuvenescida nos personagens, o que não é nada mau, já que é uma história nova.
Aproveitando o gancho, bora comentar sobre a história. O desenho antigo começava já no Terceiro Mundo, e temos apenas vislumbres e contos sobre o que era Thundera e como era sua cultura. Nessa nova história, somos apresentados à sociedade de Thundera, e sua organização, bem como sua rixa com os outros povos de seu mundo. Somos apresentados ao trio básico, Lion-O, Tygra e Cheetara.
Lion e Tygra são os príncipes de sua terra, porém, Lion deve provar seu valor para que possa suceder seu pai ao trono e poder manejar a Espada Justiceira. Mas seu pai não o enxerga como um grande guerreiro, vendo em Tygra um sucessor mais preparado. Com a chegada de um de seus generais de uma missão distante, Thundera começa a festejar mais uma vitória contra os lagartos. Até que eles descobrem a verdade por trás dessas histórias...
Não vou dar spoilers sobre o desenho, mas é muito bom... Finalmente, um remake de um desenho que pode ser tão bom quanto o original. Se esse primeiro episódio for apenas uma demonstração de quão boa a série pode ser, acredito que possa superar a original.
Pois bem, o visual dos personagens mudou muito. A influência dos mangás é clara, pois
Aproveitaram também pra dar uma rejuvenescida nos personagens, o que não é nada mau, já que é uma história nova.
Aproveitando o gancho, bora comentar sobre a história. O desenho antigo começava já no Terceiro Mundo, e temos apenas vislumbres e contos sobre o que era Thundera e como era sua cultura. Nessa nova história, somos apresentados à sociedade de Thundera, e sua organização, bem como sua rixa com os outros povos de seu mundo. Somos apresentados ao trio básico, Lion-O, Tygra e Cheetara.
Lion e Tygra são os príncipes de sua terra, porém, Lion deve provar seu valor para que possa suceder seu pai ao trono e poder manejar a Espada Justiceira. Mas seu pai não o enxerga como um grande guerreiro, vendo em Tygra um sucessor mais preparado. Com a chegada de um de seus generais de uma missão distante, Thundera começa a festejar mais uma vitória contra os lagartos. Até que eles descobrem a verdade por trás dessas histórias...
Não vou dar spoilers sobre o desenho, mas é muito bom... Finalmente, um remake de um desenho que pode ser tão bom quanto o original. Se esse primeiro episódio for apenas uma demonstração de quão boa a série pode ser, acredito que possa superar a original.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Thor (Marvel Studios, 2011)
Olá, amigos, acredito que muitos de vocês saibam que na sexta passada estreou aqui no Brasil o filme Thor, levando pra telona o deus nórdico da Marvel. Pois bem, ontem eu assisti o filme e decidi fazer um pequeno review sobre o filme, dirigido por Kenneth Branagh e estrelando Chris Hensworth (Thor), Anthony Hopkins (Odin) e Natalie Portman (Jane Foster). Confiram o pôster abaixo:
Vamos à sinopse do filme?
Thor é um arrogante guerreiro, filho de Odin, Rei de Asgard. Após uma imprudência sua, seu pai lhe envia para a Terra, como castigo. Ele deve, então, provar seu verdadeiro valor para que possa voltar a viver com seu povo.
A vantagem dos filmes da Marvel é que todos são interligados. Ou seja, aguarde referências à Homem de Ferro (1 e 2) e até mesmo ao último filme do Hulk. Inclusive, a história de Thor começa no meio do filme do Ferroso. Pois bem, esses detalhes à parte vamos ao filme.
A história segue aquela premissa básica de filmes de heróis (inclua nisso filmes como Robin Hood, Rei Arthur e outros heróis clássicos da literatura): temos um “predestinado” que, por ser considerado grande desde sua infância, cai em desgraça perante suas ações. Com isso, seu tutor o tira de seu lugar comum para que possa aprender o verdadeiro valor de seu poder e sua responsabilidade perante o povo.
Apesar disso, Thor equilibra muito bem ação, comédia e até mesmo romance, com uma pequena dose de ficção científica. Mesmo sendo um pouco corrido (como acaba acontecendo com todos os filmes de origem, como Homem de Ferro, Homem-Aranha, X-Men, Batman Begins) visto que não é possível dar profundidade à todos os personagens. Porém, temos uma ótima introdução ao universo do herói e de seus principais coadjuvantes, como os 3 Guerreiros (Volstagg, Hogun e Fandral), Sif, Heimmdall e seu grande vilão: Loki, o deus da trapaça. No outro núcleo do filme, a S.H.I.E.L.D. e seus agentes (sendo Coulson e Barton os mais conhecidos dos fãs), bem como a equipe de pesquisa formada por Jane Foster (a dama em perigo), Dr. Erik Selvig e Darcy (o alívio cômico).
Quanto à ambientação, tanto Asgard quanto à Terra ficaram ótimos. Os uniformes dos Asgardianos parecem reais, inclusive, os personagens não distoam nem mesmo dos agentes da S.H.I.E.L.D., que estão perfeitamente caracterizados como nos filmes do Homem de Ferro.
Falar dos cenários é chover no molhado. Após Senhor dos Anéis, todos ficamos embasbacados com os ótimos cenários construídos por Peter Jackson e sua equipe. Em Avatar, vimos um mundo completamente novo e surreal em Pandora, pelas mãos de James Cameron. Kenneth Branagh conseguiu elevar isso à um novo patamar, com Asgard, os 9 Reinos e a Ponte do Arco-Íris. Agora, é hora de ver o próximo à quebrar essa barreira.
Resumindo: Thor é um ótimo filme, com uma história empolgante e divertida, principalmente para quem já vem acompanhando outros filmes da Marvel. E, não se esqueçam de ficar no cinema até o final dos créditos, pois há uma pequena cena que abre o caminho para “Os Vingadores”.
DC Reboot: um mal (des)necessário?
Fala, galera?
Como prometido (e furado ontem) vim aqui comentar o Reboot. Não, ainda não li a nova revista da Liga, a primeira dessa nova era da editora. Provavelmente, eu irei lê-la apenas na próxima semana, mas aguardem uma resenha dela (e de Flashpoint também).
Então, na verdade, o intuito desse texto é dar uma relembrada na história geral da DC e também mostrar os porquês do Reboot (tanto financeiros quanto criativos).
Pois bem, vamos dar uma contextualizada na história da editora?
A DC (na época, chamada de National Comics) foi fundada em 1934, mas conseguiu seu grande sucesso em 1938, na forma do Superman. Em 1939, Batman estréia na revista Detective Comics, e a popularidade da revista cresce tanto que a editora acaba, por diversos motivos, adotando a sigla da revista como nome oficial.
A publicação de Superman em Action Comics #1 (publicada em Abril de 1938) dá início à chamada Era de Ouro dos quadrinhos. Muitos heróis são criados nessa época: Mulher-Maravilha, Flash (Jay Garrick), Lanterna Verde (Allan Scott), Arqueiro Verde, Aquaman, e, principalmente, a Sociedade da Justiça. Após a criação do Superman, houve uma avalanche de outros heróis (inclusive considerados cópia deste) em outras editoras: Capitão América, Capitão Marvel, Besouro Azul, entre outros.
Com histórias leves e aventurescas, a Era de Ouro durou até meados dos anos 50. Nessa época, após a II Guerra Mundial, o mercado de quadrinhos sofreu uma grande redução de mercado, com apenas títulos grandes (como Action e Detective Comics) mantendo sua publicação. A situação só piorou com a publicação do livro "A Sedução dos Inocentes", de Frederic Wertham, que tornou os quadrinhos grandes vilões (mais ou menos como os videogames são tratados hoje em dia). Para conter esses "abusos" dos autores, foi criado então o "Comics Code Authority", um código que os autores deveriam seguir e que, caso fosse violado, as revistas não poderiam entrar em circulação.
E veio, então, o primeiro reboot...
Em 1956, em meio a toda essa confusão, a DC resolve lançar uma nova versão do Flash. Com o sucesso desse, vários outros heróis foram recriados de formas diferentes, mais ligados à Ficção Científica do que à magia, como foi no passado. Junto com o novo Flash, veio um novo Lanterna Verde, um novo Gavião Negro... Mas, alguns não foram alterados, como, por exemplo, Superman, Batman e Mulher-Maravilha. Eles eram os mesmos de antes, porém, com alguns detalhes diferentes em suas origens. Os novos heróis formaram também a Liga da Justiça. Vários deles nessa época tiveram parceiros mirins, como Robin e Kid Flash, que se uniram no grupo chamado de Turma Titã.
Esse pode ser considerado o primeiro (e mais completo) reboot da editora, pois basicamente tudo o que foi publicado antes foi, de certa forma, desconsiderado.
Pois é, não dava pra jogar todas as histórias até então no lixo, certo?
Em várias histórias, Barry Allen (o Flash) diz que adotou a sua identidade por causa de um gibi que leu, estrelado por ninguém mais, ninguém menos que: Jay Garrick, o primeiro Flash.
Usando esse gancho, foi feita a maior jogada já imaginada nos quadrinhos até então: na história Flash de Dois Mundos, após um truque em que muda sua frequência vibracional, acaba parando em outra Terra. Após investigar um pouco, descobre que foi parar no mundo do Flash original, Jay Garrick e, juntos, conseguem parar alguns criminosos e descobrir um meio de voltar para seu mundo.
Esse foi o nascimento do Multiverso DC (não o blog), contendo a terra contemporânea (Terra-1) e a dos heróis da Segunda Guerra Mundial (Terra-2), porém, ambas tinham suas próprias versões do Batman, Superman e Mulher-Maravilha.
Nas próximas décadas, a DC adquiriu diversas outras editoras e, para não causar problemas de continuidade, foi alocando seus personagens em novas terras e também criando novas versões de seus personagens, como a Terra-3 (onde os heróis eram vilões e o vice-versa), Terra-4 (heróis da Charlton Comics: Capitão Átomo, Besouro Azul, etc.) e diversas outras. Inclusive, foi criada a Terra Primordial, que é basicamente a nossa, onde o Flash encontra seu editor em uma de suas aventuras.
Porém, foi chegando em um ponto que nem mesmo os criadores lembravam de todas as Terras, fazendo com que diversas delas desaparecessem por anos, causando uma confusão tremenda com os fãs.
Sendo assim, nos anos 80, para organizar a casa, a DC decide lançar a primeira (das já degastadas megassagas) Crise nas Infinitas Terras.
Mas, isso vai ficar para amanhã...
Como prometido (e furado ontem) vim aqui comentar o Reboot. Não, ainda não li a nova revista da Liga, a primeira dessa nova era da editora. Provavelmente, eu irei lê-la apenas na próxima semana, mas aguardem uma resenha dela (e de Flashpoint também).
Então, na verdade, o intuito desse texto é dar uma relembrada na história geral da DC e também mostrar os porquês do Reboot (tanto financeiros quanto criativos).
Pois bem, vamos dar uma contextualizada na história da editora?
A DC (na época, chamada de National Comics) foi fundada em 1934, mas conseguiu seu grande sucesso em 1938, na forma do Superman. Em 1939, Batman estréia na revista Detective Comics, e a popularidade da revista cresce tanto que a editora acaba, por diversos motivos, adotando a sigla da revista como nome oficial.
A publicação de Superman em Action Comics #1 (publicada em Abril de 1938) dá início à chamada Era de Ouro dos quadrinhos. Muitos heróis são criados nessa época: Mulher-Maravilha, Flash (Jay Garrick), Lanterna Verde (Allan Scott), Arqueiro Verde, Aquaman, e, principalmente, a Sociedade da Justiça. Após a criação do Superman, houve uma avalanche de outros heróis (inclusive considerados cópia deste) em outras editoras: Capitão América, Capitão Marvel, Besouro Azul, entre outros.
Com histórias leves e aventurescas, a Era de Ouro durou até meados dos anos 50. Nessa época, após a II Guerra Mundial, o mercado de quadrinhos sofreu uma grande redução de mercado, com apenas títulos grandes (como Action e Detective Comics) mantendo sua publicação. A situação só piorou com a publicação do livro "A Sedução dos Inocentes", de Frederic Wertham, que tornou os quadrinhos grandes vilões (mais ou menos como os videogames são tratados hoje em dia). Para conter esses "abusos" dos autores, foi criado então o "Comics Code Authority", um código que os autores deveriam seguir e que, caso fosse violado, as revistas não poderiam entrar em circulação.
E veio, então, o primeiro reboot...
Em 1956, em meio a toda essa confusão, a DC resolve lançar uma nova versão do Flash. Com o sucesso desse, vários outros heróis foram recriados de formas diferentes, mais ligados à Ficção Científica do que à magia, como foi no passado. Junto com o novo Flash, veio um novo Lanterna Verde, um novo Gavião Negro... Mas, alguns não foram alterados, como, por exemplo, Superman, Batman e Mulher-Maravilha. Eles eram os mesmos de antes, porém, com alguns detalhes diferentes em suas origens. Os novos heróis formaram também a Liga da Justiça. Vários deles nessa época tiveram parceiros mirins, como Robin e Kid Flash, que se uniram no grupo chamado de Turma Titã.
Esse pode ser considerado o primeiro (e mais completo) reboot da editora, pois basicamente tudo o que foi publicado antes foi, de certa forma, desconsiderado.
Pois é, não dava pra jogar todas as histórias até então no lixo, certo?
Em várias histórias, Barry Allen (o Flash) diz que adotou a sua identidade por causa de um gibi que leu, estrelado por ninguém mais, ninguém menos que: Jay Garrick, o primeiro Flash.
Usando esse gancho, foi feita a maior jogada já imaginada nos quadrinhos até então: na história Flash de Dois Mundos, após um truque em que muda sua frequência vibracional, acaba parando em outra Terra. Após investigar um pouco, descobre que foi parar no mundo do Flash original, Jay Garrick e, juntos, conseguem parar alguns criminosos e descobrir um meio de voltar para seu mundo.
Esse foi o nascimento do Multiverso DC (não o blog), contendo a terra contemporânea (Terra-1) e a dos heróis da Segunda Guerra Mundial (Terra-2), porém, ambas tinham suas próprias versões do Batman, Superman e Mulher-Maravilha.
Nas próximas décadas, a DC adquiriu diversas outras editoras e, para não causar problemas de continuidade, foi alocando seus personagens em novas terras e também criando novas versões de seus personagens, como a Terra-3 (onde os heróis eram vilões e o vice-versa), Terra-4 (heróis da Charlton Comics: Capitão Átomo, Besouro Azul, etc.) e diversas outras. Inclusive, foi criada a Terra Primordial, que é basicamente a nossa, onde o Flash encontra seu editor em uma de suas aventuras.
Porém, foi chegando em um ponto que nem mesmo os criadores lembravam de todas as Terras, fazendo com que diversas delas desaparecessem por anos, causando uma confusão tremenda com os fãs.
Sendo assim, nos anos 80, para organizar a casa, a DC decide lançar a primeira (das já degastadas megassagas) Crise nas Infinitas Terras.
Mas, isso vai ficar para amanhã...
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Lanterna Verde
Fala, galera, acho que só tenho usado esse blog pra resenhar filmes ultimamente, né não? Bom, seguindo com essa “tradição” do blog, vamos à resenha de Lanterna Verde, filme que estréia em meados de Agosto aqui e que baixei fui para os EUA assistir e voltei. Vamos à sinopse?
Há muito tempo atrás, os Guardiões do Universo, considerados a raça mais antiga, dividiram o Universo em 3600 setores e designou a Tropa dos Lanternas Verdes para protegê-los desde então. Valendo-se da energia verde da vontade dos seres viventes, a paz reinou por incontáveis gerações. Porém, ao enfrentar um inimigo tão antigo quanto o próprio Universo, Abin Sur, o Lanterna do Setor 2814, acaba gravemente ferido e vem até a Terra, pertencente a seu setor, para que o anel possa escolher um sucessor. O escolhido é Hal Jordan, um narcisista, egoísta e exibido piloto de testes da Ferris Aeronáutica. Será ele capaz de vencer seus maiores medos e se tornar um Lanterna Verde?
AVISO: PODE CONTER SPOILERS!
Lanterna Verde é um dos filmes que eu estava esperando para esse ano. Um de meus personagens favoritos nas HQs e possivelmente, uma das mitologias mais ricas da história dos quadrinhos. Talvez por isso, tenha me decepcionado.
Vejam bem, LV não é um filme ruim, mas tampouco chega a ser bom. Tentaram colocar coisas demais em pouco tempo de filme, e acabaram por ou deixar coisas em aberto, ou apenas não dar a devida atenção. O filme começa bem, a história dos Guardiões e da Tropa é bem contada e costurada, porém é quando chegamos a Hal Jordan que a coisa fica ruim. Ryan Reynolds ficou bem caracterizado no personagem, assim como seu par, Carol Ferris (Blake Lively – PS.: procurem no Google Imagens, não vão se arrepender), mas a história começa a envolver elementos demais nesse ponto. Os Lanternas, Hal Jordan e seu dilema pessoal, a passagem do anel (ÔPA!) e, enfim, o surgimento do vilão.
Quem acompanhou as notícias sobre o filme, durante sua produção, sabe que houve um roteiro original, um roteiro reescrito e supostas cenas refilmadas após a bagaça estar pronta. E dá para notar no filme que muita coisa foi colocada depois. Por exemplo, a presença de Parallax e várias referências a quadrinhos mais recentes parecem ter vindo exclusivamente dessa revisão de roteiro. Geoff Johns (escritor do LV e consultor da produção) parece ter forçado bastante para encaixar coisas que não entraram originalmente. Assistindo o filme, essa impressão é maior ainda. Parece que existiam dois filmes, com direções diferentes e que foram mesclados (de forma porca).
Para não dizer que o filme só tem pontos negativos, apesar de puxado para o lado cômico, as primeiras experiências de Hal Jordan com o anel (essa frase poderia ter ficado mais gay? Acho que não!) são divertidas. Sem contar a aparição dos medalhões da Tropa: Sinestro, Tomar-Re e Kilowog, que bem que poderiam ter mais participação em tela.
É um novo enfoque na mitologia, e, diga-se de passagem, deixou o filme pronto para uma continuação. Espero somente que a equipe do primeiro filme (menos o diretor, que já disse que não volta) consigam aprender com os erros do primeiro e possam melhorar. Afinal, Sinestro já tem seu caminho pronto para o próximo filme, e já foram dadas todas as pistas para Carol assumir o manto de Safira Estrela. Enfim, esperemos.
Há muito tempo atrás, os Guardiões do Universo, considerados a raça mais antiga, dividiram o Universo em 3600 setores e designou a Tropa dos Lanternas Verdes para protegê-los desde então. Valendo-se da energia verde da vontade dos seres viventes, a paz reinou por incontáveis gerações. Porém, ao enfrentar um inimigo tão antigo quanto o próprio Universo, Abin Sur, o Lanterna do Setor 2814, acaba gravemente ferido e vem até a Terra, pertencente a seu setor, para que o anel possa escolher um sucessor. O escolhido é Hal Jordan, um narcisista, egoísta e exibido piloto de testes da Ferris Aeronáutica. Será ele capaz de vencer seus maiores medos e se tornar um Lanterna Verde?
AVISO: PODE CONTER SPOILERS!
Lanterna Verde é um dos filmes que eu estava esperando para esse ano. Um de meus personagens favoritos nas HQs e possivelmente, uma das mitologias mais ricas da história dos quadrinhos. Talvez por isso, tenha me decepcionado.
Vejam bem, LV não é um filme ruim, mas tampouco chega a ser bom. Tentaram colocar coisas demais em pouco tempo de filme, e acabaram por ou deixar coisas em aberto, ou apenas não dar a devida atenção. O filme começa bem, a história dos Guardiões e da Tropa é bem contada e costurada, porém é quando chegamos a Hal Jordan que a coisa fica ruim. Ryan Reynolds ficou bem caracterizado no personagem, assim como seu par, Carol Ferris (Blake Lively – PS.: procurem no Google Imagens, não vão se arrepender), mas a história começa a envolver elementos demais nesse ponto. Os Lanternas, Hal Jordan e seu dilema pessoal, a passagem do anel (ÔPA!) e, enfim, o surgimento do vilão.
Quem acompanhou as notícias sobre o filme, durante sua produção, sabe que houve um roteiro original, um roteiro reescrito e supostas cenas refilmadas após a bagaça estar pronta. E dá para notar no filme que muita coisa foi colocada depois. Por exemplo, a presença de Parallax e várias referências a quadrinhos mais recentes parecem ter vindo exclusivamente dessa revisão de roteiro. Geoff Johns (escritor do LV e consultor da produção) parece ter forçado bastante para encaixar coisas que não entraram originalmente. Assistindo o filme, essa impressão é maior ainda. Parece que existiam dois filmes, com direções diferentes e que foram mesclados (de forma porca).
Para não dizer que o filme só tem pontos negativos, apesar de puxado para o lado cômico, as primeiras experiências de Hal Jordan com o anel (essa frase poderia ter ficado mais gay? Acho que não!) são divertidas. Sem contar a aparição dos medalhões da Tropa: Sinestro, Tomar-Re e Kilowog, que bem que poderiam ter mais participação em tela.
É um novo enfoque na mitologia, e, diga-se de passagem, deixou o filme pronto para uma continuação. Espero somente que a equipe do primeiro filme (menos o diretor, que já disse que não volta) consigam aprender com os erros do primeiro e possam melhorar. Afinal, Sinestro já tem seu caminho pronto para o próximo filme, e já foram dadas todas as pistas para Carol assumir o manto de Safira Estrela. Enfim, esperemos.
Mulher-Maravilha: Resenha do Seriado que não vingou
Olá, amiguinhos.
Hoje temos mais uma resenha aqui no blog, dessa vez de algo que nem mesmo foi lançado para o grande público, porém vazou na Internet. E, como sabemos que tudo que cai na grande rede mundial pode ser baixado (desde que não infrinja os direitos de ninguém), pude conferir o piloto dessa tentativa de um seriado da mulher mais gostosa dos quadrinhos (depois da Poderosa link NSFW, ok?).
Pois bem, vamos começar com a já tradicional sinopse da série?
Diana Themyscira é CEO (a pessoa que manda em todo mundo, tipo o Steve Jobs e o Bill Gates, sacou?) das Indústrias Themyscira, e ganha grana licenciando produtos de seu alter-ego, a Mulher-Maravilha. No entanto, ela também tenta manter uma vida normal como Diana Prince. Mas quando um dos estudantes dos vários projetos sociais da empresa começa a ter problemas com drogas, cabe à Mulher-Maravilha desvendar e acabar com a proliferação dos produtos de Verônica Cale, que estão causando tantos problemas.
Sim, a história é confusa. Sim, a Diana tem três (EU DISSE TRÊS!!!) identidades (sendo uma privada e duas públicas).
Mas, sem brincadeiras agora, a série infelizmente peca bastante nesse ponto comentado: é muito corrida e um pouco confusa. Três identidades é um pouco demais para a heroína, mesmo ela sendo mais que humana.
Achei a série bem diferente de Smallville nesse ponto: em Smallville, temos 10 anos entre o início da série e o Clark finalmente se tornando Superman. Aqui, a série já começa com a Mulher-Maravilha em ação, com suas tarefas de CEO e tentando, parcamente, viver como alguém normal. Além disso, temos uma motivação completamente vazia para a heroína (sério, em nenhum momento explicam porque a Mulher-Maravilha faz o que faz, algo que julgo essencial em qualquer personagem que se preze). Some-se a isso o fato de Elizabeth Hurley (que diga-se de passagem, acho uma tremenda atriz, além de continuar uma gostosa) está totalmente forçada no seu personagem, algo que se traduz em sua interpretação.
Mas não posso apenas criticar. Adrianne Palicki (aquela com o uniforme da Mulher-Maravilha ali em cima) ficou muito bem como a princesa das Amazonas, transmitindo exatamente a presença da Mulher-Maravilha: uma guerreira, porém com uma grande compaixão pelos fracos.
Pontos Positivos: a presença de Adrianne Palicki no papel de Mulher-Maravilha, a escolha do uniforme da princesa Amazona e Elizabeth Hurley
Pontos Negativos: história confusa e corrida, protagonista com facetas demais e uma péssima vilã.
Hoje temos mais uma resenha aqui no blog, dessa vez de algo que nem mesmo foi lançado para o grande público, porém vazou na Internet. E, como sabemos que tudo que cai na grande rede mundial pode ser baixado (desde que não infrinja os direitos de ninguém), pude conferir o piloto dessa tentativa de um seriado da mulher mais gostosa dos quadrinhos (depois da Poderosa link NSFW, ok?).
Pois bem, vamos começar com a já tradicional sinopse da série?
Diana Themyscira é CEO (a pessoa que manda em todo mundo, tipo o Steve Jobs e o Bill Gates, sacou?) das Indústrias Themyscira, e ganha grana licenciando produtos de seu alter-ego, a Mulher-Maravilha. No entanto, ela também tenta manter uma vida normal como Diana Prince. Mas quando um dos estudantes dos vários projetos sociais da empresa começa a ter problemas com drogas, cabe à Mulher-Maravilha desvendar e acabar com a proliferação dos produtos de Verônica Cale, que estão causando tantos problemas.
Sim, a história é confusa. Sim, a Diana tem três (EU DISSE TRÊS!!!) identidades (sendo uma privada e duas públicas).
Mas, sem brincadeiras agora, a série infelizmente peca bastante nesse ponto comentado: é muito corrida e um pouco confusa. Três identidades é um pouco demais para a heroína, mesmo ela sendo mais que humana.
Achei a série bem diferente de Smallville nesse ponto: em Smallville, temos 10 anos entre o início da série e o Clark finalmente se tornando Superman. Aqui, a série já começa com a Mulher-Maravilha em ação, com suas tarefas de CEO e tentando, parcamente, viver como alguém normal. Além disso, temos uma motivação completamente vazia para a heroína (sério, em nenhum momento explicam porque a Mulher-Maravilha faz o que faz, algo que julgo essencial em qualquer personagem que se preze). Some-se a isso o fato de Elizabeth Hurley (que diga-se de passagem, acho uma tremenda atriz, além de continuar uma gostosa) está totalmente forçada no seu personagem, algo que se traduz em sua interpretação.
Mas não posso apenas criticar. Adrianne Palicki (aquela com o uniforme da Mulher-Maravilha ali em cima) ficou muito bem como a princesa das Amazonas, transmitindo exatamente a presença da Mulher-Maravilha: uma guerreira, porém com uma grande compaixão pelos fracos.
Pontos Positivos: a presença de Adrianne Palicki no papel de Mulher-Maravilha, a escolha do uniforme da princesa Amazona e Elizabeth Hurley
Pontos Negativos: história confusa e corrida, protagonista com facetas demais e uma péssima vilã.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Jornalista divulga final alternativo da saga Harry Potter
Fala, galera! Hoje vi essa notícia na Internets e não poderia deixar de postar no blog, ainda mais depois que o último filme do bruxinho saiu. Então, o jornalista Greg Palast, amigo que comeu da autora da saga Harry Potter, J. K. Rowling, divulgou um final alternativo, que, segundo ele foi confidenciado pela própria em Outubro de 2007. Obviamente, o cara só tava esperando os filmes terminarem de sair e ganhar uma grana saciar a curiosidade dos fãs. Segue aí embaixo o relato do cara (copiado dessa notícia aqui) e, embaixo, uma pequena análise dessa porcaria preciosidade:
Para a Floresta Proibida
Harry marchou em direção ao campo onde Voldemort esperava com seu grupo de Dementadores. A cicatriz de Harry queimava brutalmente, salvando-o da dor de pensar muito profundamente sobre sua decisão, que provavelmente o levaria a nada além da morte.
Que mal especial, que mortal e desleal feitiço teria o Lorde das Trevas preparado para a destruição de Harry? Voldemort havia caçado Harry por mais de uma década; sem dúvida Voldemort iria se armar com uma maldição especial muito mais poderosa e definitiva que a Avada Kedavra que falhara na tentativa de matar Harry quando criança.
Harry estava terrivelmente certo. O Lorde das Trevas, em sua clareira na Floresta Proibida, estava preparando um feitiço tão devastador quanto Harry temia, e muito mais horrível. Enquanto Harry caminhava para o encontro que fazia parte de seu destino, Voldemort passava sua varinha entre os frios Dementadores, mandando cada um dar um de seus beijos nela.
Voldemort, naquelas noites dolorosas e solitárias de seu exílio e recuperação, havia criado uma forma de lançar um beijo de Dementador com sua varinha, o beijo que tiraria a alma de sua vítima para sempre. E agora ele atingiria Harry com centenas deles. A recompensa de Voldemort seria maior do que assistir ao enterro de Harry. Ele teria Harry congelado no lugar, a vida de Harry envolta pela eternidade no momento de sua humilhação e derrota final, um monumento aterrorizante à vitória de Voldemort para que todos vissem para sempre. A alegria de Voldemort crescia a cada beijo de Dementador em sua varinha.
Harry podia sentir o frio sepulcral deles à medida que se aproximava e a força de seu desespero. Era algo sem esperanças, e ele estava indefeso perante isso. E ele sabia.
Mas, então, Harry sentiu a presença de um rapaz e de uma moça, embora não pudesse vê-los. Os dois fantasmas amavelmente ergueram seu corpo e levantaram seu espírito. Isso era, ele tinha certeza, o último resto de força vital de seus pais, fazendo um último sacrifício para se unir a ele em sua jornada final. Ele se permitiu um momento de felicidade pacífica, sentindo-os tão perto.
Então ele parou. Harry tremeu com um profundo arrepio de reconhecimento. Eles não eram seus pais. Eram os de Voldemort: o jovem Tom Riddle e sua noiva que, para esta ocasião, havia recuperado sua bela fisionomia original. Eles disseram, sem usar palavras, “nosso querido filho, não permitiremos que você seja ferido”.
Eram para ele essas palavras? Ou para Voldemort? De alguma forma, não parecia importar – elas pareciam tão bondosas quando tudo que ele precisava nesse momento era o amor dos pais.
Harry e os dois espíritos calorosos, se tornando mais aparentes, aproximaram-se da borda da agitada multidão de seguidores de Voldemort, que se afastaram, preparando para a vítima um caminho fácil para sua condenação.
A varinha de Voldemort havia retornado à sua mão branca e esquelética. O Lorde das Trevas a apontou com confiança para onde Harry certamente surgiria da multidão, não ainda para destruir Potter, mas para falar com ele, enquanto preparava-se para dar a Harry um discurso sobre a punição eterna prestes a atingi-lo.
Voldemort riu quando Harry chegou tropeçando. Mas, quando o Lorde das Trevas viu os espectros de seus pais, ele uivou como se fosse cortado ao meio. Com seu coração furioso em chamas, Voldemort imediatamente lançou os beijos mortais, berrando “Oppugno Mortimbessios!”. E todos os terrores vis dos Dementadores, em um clarão sem fim de sua varinha, correram em direção a Harry e aos espíritos ao seu lado.
Demorou apenas um centésimo de segundo para que a maldição de Voldemort alcançasse Harry. Mas, de alguma forma, o mundo pareceu desacelerar, a Terra parou de girar; todos no planeta ficaram imóveis, embora Harry tivesse noção que estava livre para se mexer. Harry havia preparado todos os feitiços escudo para sua defesa, mas agora eles todos eram visivelmente inúteis. Harry se viu incapaz de fazer qualquer coisa a não ser inclinar-se sobre um dos joelhos e abaixar a cabeça, preparando-se para aceitar a força do golpe e sua morte e fim.
Quando ele se ajoelhou, naquele momento quieto fora do tempo, as duas sombras voaram dele em direção a Voldemort. E Voldemort mudou. O vento gélido dos Dementadores, e o Tempo, moveram-se de trás para frente; e lá estava Voldemort, voltando para sua figura mais jovem, poderosa e assustadora.
A maldição atingiu a cicatriz de Harry, obliterando-a, e a seguir, em um rugido alto, ele sentiu a dor esmagadora de seu crânio se abrindo, e então a maldição de som agudo correu de sua cabeça – de volta para a varinha que a havia enviado.
Quando a maldição se virou contra ele, Voldemort continuou a rejuvenescer ainda mais, até que se tornou novamente uma criancinha, com sua mãe e seu pai ao seu lado. Quando perceberam que a força total do encanto do próprio Voldemort estava prestes a atingi-lo, seus pais colocaram seus reconfortantes braços ao redor do filho para protegê-lo do golpe final.
E então ele atingiu. E agora as três almas entrelaçadas, Tom Riddle, sua esposa e filhinho, permaneceriam para sempre sepultados naquele momento único, sem nunca poder ir embora.
E nunca querendo ir.
Hogwarts 2130 DC
O mestre, com sua pegajosa barba branca despenteada e sua cabeça careca e enrugada, coberta por um chapéu de feiticeiro inclinado, olhou com gratidão melancólica para a moldura vazia que ele tinha convencido o Ministério a colocar, apesar da relutância deste. Ele sabia que logo estaria vivendo naquele pequeno quadrado, gravado com o nome “Harry Potter”, separado de Albus Dumbledore apenas pelos retratos das mestras McGonagall e Chang.
O velho mago podia ouvir lá embaixo a movimentação na escola com os preparativos para seu 150º aniversário. Ele mudou Ginny, uma ave do paraíso, para um puleiro mais perto de sua mesa. Sua esposa, em vez de envelhecer, havia se transformado nesse belo pássaro, mas ainda insistia em dar um conselho não típico de um pássaro. “Harry, querido, você não pode perder sua própria festa de aniversário. E está tão agradável lá fora”.
De fato, o dia de verão havia trazido dezenas de pessoas fazendo piqueniques, que tinham vindo para colocar suas cestas e seus cobertores perto da luz acolhedora emitida pela estátua viva da família feliz com a criancinha. Ninguém além do velho mestre sabia quem estava preso naquela esfera brilhante. Quando os Dementadores foram libertados do encanto de Voldemort, eles, e na verdade todos os magos, com exceção de Harry e da sombra de Albus, tiveram apagadas todas as lembranças do Lorde das Trevas. Agora, mais de um século depois, a curiosidade a respeito da família na estátua havia terminado havia muito tempo. Harry havia simplesmente mandado colocar uma placa ali. Ela dizia apenas “Riddles”.
“Eu irei”, ele disse à sua emplumada esposa, “mas tenho que tomar conta do menino um pouco”. O tataraneto de Harry, ainda incapaz de falar, brincava silenciosamente no tapete com seu sapo de chocolate. Então, repentinamente, em uma raiva inexplicável, o pequeno Tom esmagou o animal feito de doce. Harry observou, e soube que o mundo todo logo escureceria novamente para as próximas gerações.
Sério, mesmo? O Lord Voldemort ia virar tão fodão assim? E depois de tudo, seu pai (por quem ele possuía ódio) e sua mãe (que ele desprezava) apareceriam e ele voltaria a ser um bebê? O Harry iria viver até os 150 anos?
Cara, sorte que isso não saiu mesmo. Tá certo, também acho que o final verdadeiro ficou meio vago (ainda acho tosco aquele negócio das varinhas voarem e o feitiço atingir o próprio Voldemort) mas isso aí já é viagem demais, não acham?
PS.: Queria saber o que a Rowling bebeu/fumou/cheirou pra escrever essa bagaça, porque o negócio é forte.
Para a Floresta Proibida
Harry marchou em direção ao campo onde Voldemort esperava com seu grupo de Dementadores. A cicatriz de Harry queimava brutalmente, salvando-o da dor de pensar muito profundamente sobre sua decisão, que provavelmente o levaria a nada além da morte.
Que mal especial, que mortal e desleal feitiço teria o Lorde das Trevas preparado para a destruição de Harry? Voldemort havia caçado Harry por mais de uma década; sem dúvida Voldemort iria se armar com uma maldição especial muito mais poderosa e definitiva que a Avada Kedavra que falhara na tentativa de matar Harry quando criança.
Harry estava terrivelmente certo. O Lorde das Trevas, em sua clareira na Floresta Proibida, estava preparando um feitiço tão devastador quanto Harry temia, e muito mais horrível. Enquanto Harry caminhava para o encontro que fazia parte de seu destino, Voldemort passava sua varinha entre os frios Dementadores, mandando cada um dar um de seus beijos nela.
Voldemort, naquelas noites dolorosas e solitárias de seu exílio e recuperação, havia criado uma forma de lançar um beijo de Dementador com sua varinha, o beijo que tiraria a alma de sua vítima para sempre. E agora ele atingiria Harry com centenas deles. A recompensa de Voldemort seria maior do que assistir ao enterro de Harry. Ele teria Harry congelado no lugar, a vida de Harry envolta pela eternidade no momento de sua humilhação e derrota final, um monumento aterrorizante à vitória de Voldemort para que todos vissem para sempre. A alegria de Voldemort crescia a cada beijo de Dementador em sua varinha.
Harry podia sentir o frio sepulcral deles à medida que se aproximava e a força de seu desespero. Era algo sem esperanças, e ele estava indefeso perante isso. E ele sabia.
Mas, então, Harry sentiu a presença de um rapaz e de uma moça, embora não pudesse vê-los. Os dois fantasmas amavelmente ergueram seu corpo e levantaram seu espírito. Isso era, ele tinha certeza, o último resto de força vital de seus pais, fazendo um último sacrifício para se unir a ele em sua jornada final. Ele se permitiu um momento de felicidade pacífica, sentindo-os tão perto.
Então ele parou. Harry tremeu com um profundo arrepio de reconhecimento. Eles não eram seus pais. Eram os de Voldemort: o jovem Tom Riddle e sua noiva que, para esta ocasião, havia recuperado sua bela fisionomia original. Eles disseram, sem usar palavras, “nosso querido filho, não permitiremos que você seja ferido”.
Eram para ele essas palavras? Ou para Voldemort? De alguma forma, não parecia importar – elas pareciam tão bondosas quando tudo que ele precisava nesse momento era o amor dos pais.
Harry e os dois espíritos calorosos, se tornando mais aparentes, aproximaram-se da borda da agitada multidão de seguidores de Voldemort, que se afastaram, preparando para a vítima um caminho fácil para sua condenação.
A varinha de Voldemort havia retornado à sua mão branca e esquelética. O Lorde das Trevas a apontou com confiança para onde Harry certamente surgiria da multidão, não ainda para destruir Potter, mas para falar com ele, enquanto preparava-se para dar a Harry um discurso sobre a punição eterna prestes a atingi-lo.
Voldemort riu quando Harry chegou tropeçando. Mas, quando o Lorde das Trevas viu os espectros de seus pais, ele uivou como se fosse cortado ao meio. Com seu coração furioso em chamas, Voldemort imediatamente lançou os beijos mortais, berrando “Oppugno Mortimbessios!”. E todos os terrores vis dos Dementadores, em um clarão sem fim de sua varinha, correram em direção a Harry e aos espíritos ao seu lado.
Demorou apenas um centésimo de segundo para que a maldição de Voldemort alcançasse Harry. Mas, de alguma forma, o mundo pareceu desacelerar, a Terra parou de girar; todos no planeta ficaram imóveis, embora Harry tivesse noção que estava livre para se mexer. Harry havia preparado todos os feitiços escudo para sua defesa, mas agora eles todos eram visivelmente inúteis. Harry se viu incapaz de fazer qualquer coisa a não ser inclinar-se sobre um dos joelhos e abaixar a cabeça, preparando-se para aceitar a força do golpe e sua morte e fim.
Quando ele se ajoelhou, naquele momento quieto fora do tempo, as duas sombras voaram dele em direção a Voldemort. E Voldemort mudou. O vento gélido dos Dementadores, e o Tempo, moveram-se de trás para frente; e lá estava Voldemort, voltando para sua figura mais jovem, poderosa e assustadora.
A maldição atingiu a cicatriz de Harry, obliterando-a, e a seguir, em um rugido alto, ele sentiu a dor esmagadora de seu crânio se abrindo, e então a maldição de som agudo correu de sua cabeça – de volta para a varinha que a havia enviado.
Quando a maldição se virou contra ele, Voldemort continuou a rejuvenescer ainda mais, até que se tornou novamente uma criancinha, com sua mãe e seu pai ao seu lado. Quando perceberam que a força total do encanto do próprio Voldemort estava prestes a atingi-lo, seus pais colocaram seus reconfortantes braços ao redor do filho para protegê-lo do golpe final.
E então ele atingiu. E agora as três almas entrelaçadas, Tom Riddle, sua esposa e filhinho, permaneceriam para sempre sepultados naquele momento único, sem nunca poder ir embora.
E nunca querendo ir.
Hogwarts 2130 DC
O mestre, com sua pegajosa barba branca despenteada e sua cabeça careca e enrugada, coberta por um chapéu de feiticeiro inclinado, olhou com gratidão melancólica para a moldura vazia que ele tinha convencido o Ministério a colocar, apesar da relutância deste. Ele sabia que logo estaria vivendo naquele pequeno quadrado, gravado com o nome “Harry Potter”, separado de Albus Dumbledore apenas pelos retratos das mestras McGonagall e Chang.
O velho mago podia ouvir lá embaixo a movimentação na escola com os preparativos para seu 150º aniversário. Ele mudou Ginny, uma ave do paraíso, para um puleiro mais perto de sua mesa. Sua esposa, em vez de envelhecer, havia se transformado nesse belo pássaro, mas ainda insistia em dar um conselho não típico de um pássaro. “Harry, querido, você não pode perder sua própria festa de aniversário. E está tão agradável lá fora”.
De fato, o dia de verão havia trazido dezenas de pessoas fazendo piqueniques, que tinham vindo para colocar suas cestas e seus cobertores perto da luz acolhedora emitida pela estátua viva da família feliz com a criancinha. Ninguém além do velho mestre sabia quem estava preso naquela esfera brilhante. Quando os Dementadores foram libertados do encanto de Voldemort, eles, e na verdade todos os magos, com exceção de Harry e da sombra de Albus, tiveram apagadas todas as lembranças do Lorde das Trevas. Agora, mais de um século depois, a curiosidade a respeito da família na estátua havia terminado havia muito tempo. Harry havia simplesmente mandado colocar uma placa ali. Ela dizia apenas “Riddles”.
“Eu irei”, ele disse à sua emplumada esposa, “mas tenho que tomar conta do menino um pouco”. O tataraneto de Harry, ainda incapaz de falar, brincava silenciosamente no tapete com seu sapo de chocolate. Então, repentinamente, em uma raiva inexplicável, o pequeno Tom esmagou o animal feito de doce. Harry observou, e soube que o mundo todo logo escureceria novamente para as próximas gerações.
Sério, mesmo? O Lord Voldemort ia virar tão fodão assim? E depois de tudo, seu pai (por quem ele possuía ódio) e sua mãe (que ele desprezava) apareceriam e ele voltaria a ser um bebê? O Harry iria viver até os 150 anos?
Cara, sorte que isso não saiu mesmo. Tá certo, também acho que o final verdadeiro ficou meio vago (ainda acho tosco aquele negócio das varinhas voarem e o feitiço atingir o próprio Voldemort) mas isso aí já é viagem demais, não acham?
PS.: Queria saber o que a Rowling bebeu/fumou/cheirou pra escrever essa bagaça, porque o negócio é forte.
Capitão América - O Primeiro Vingador
Bom, galera, pra começar com o pé direito essa nova era no blog, vou aproveitar para fazer a resenha desse filme que eu estava aguardando tanto para assistir. Como de praxe, vamos primeiro conhecer a história?
Steve Rogers era um rapaz fraco e esguio, que não conseguiu fazer parte do Exército Americano justamente por seu porte físico e saúde debilitada. Porém, tendo imensa vontade de participar da guerra e disposto à tudo para isso, submete-se à um projeto secreto do governo chamado de “Supersoldado”, baseado em um soro especial e radiação, que gera um desenvolvimento físico, fazendo com que mesmo um homem debilitado como Rogers possa ter o mesmo porte físico de um superatleta, sendo musculoso, forte, veloz e ágil (além de poder quebrar uma parede com um soco!), utilizando como arma apenas um escudo, feito de uma liga de metal especial chamada de Vibranium. Ele, então, se junta a outros seres poderosos e passa a ser o ícone máximo dos soldados americanos na 2ª Guerra Mundial, o Capitão América.
Bom, primeiro, tenho que comentar uma coisa: não estava esperando muito desse filme. Eu não conhecia bem o personagem (tanto que penei para fazer uma parte da matéria que nunca terminou no outro endereço do blog) e não acreditava que o protagonista seria crível. Não pelo fato do Capitão América ser um personagem ruim, mas sim por causa do ator Chris Evans, que, até hoje, não havia feito nenhum papel que me chamasse a atenção, incluindo aí os filmes do Quarteto Fantástico.
Mas devo dar o braço a torcer, o filme me surpreendeu muito (positivamente). Claro, como todos os outros da Marvel não é nenhuma obra prima, mas tem grandes méritos, que poucos filmes têm conseguido atualmente: uma história coesa, divertida e com boas atuações.
O diretor Joe Johnston conseguiu mostrar a "Jornada do Herói" de Steve Rogers de forma crível. Podemos sentir a tristeza e descontentamento do herói, enquanto ainda não pode lutar na Guerra, motivado pela morte de seu pai, no front de combate. Ele luta bravamente para conseguir seu lugar ao sol, até que o Dr. Erskine, responsável pelo Projeto Supersoldado, resolve escolhe-lo como cobaia.
O resto do elenco, felizmente, não eclipsa Chris Evans e até mesmo parece que o motiva a melhorar. Howard Stark e Peggy Carter são parte importante da criação do herói, mesmo aparecendo de forma tímida no filme.
Em suma: um filme divertido, que te faz lembrar que o cinema é entretenimento, devendo ser divertido e também fechando com chave de ouro a leva de filmes que culminam em Vingadores.
SPOILER
Aproveitando a citação à Vingadores, confiram a cena que aparece após os créditos do filme, e o trailer do maior filme de super-heróis depois de Heróis Muito Loucos:
Steve Rogers era um rapaz fraco e esguio, que não conseguiu fazer parte do Exército Americano justamente por seu porte físico e saúde debilitada. Porém, tendo imensa vontade de participar da guerra e disposto à tudo para isso, submete-se à um projeto secreto do governo chamado de “Supersoldado”, baseado em um soro especial e radiação, que gera um desenvolvimento físico, fazendo com que mesmo um homem debilitado como Rogers possa ter o mesmo porte físico de um superatleta, sendo musculoso, forte, veloz e ágil (além de poder quebrar uma parede com um soco!), utilizando como arma apenas um escudo, feito de uma liga de metal especial chamada de Vibranium. Ele, então, se junta a outros seres poderosos e passa a ser o ícone máximo dos soldados americanos na 2ª Guerra Mundial, o Capitão América.
Bom, primeiro, tenho que comentar uma coisa: não estava esperando muito desse filme. Eu não conhecia bem o personagem (tanto que penei para fazer uma parte da matéria que nunca terminou no outro endereço do blog) e não acreditava que o protagonista seria crível. Não pelo fato do Capitão América ser um personagem ruim, mas sim por causa do ator Chris Evans, que, até hoje, não havia feito nenhum papel que me chamasse a atenção, incluindo aí os filmes do Quarteto Fantástico.
Mas devo dar o braço a torcer, o filme me surpreendeu muito (positivamente). Claro, como todos os outros da Marvel não é nenhuma obra prima, mas tem grandes méritos, que poucos filmes têm conseguido atualmente: uma história coesa, divertida e com boas atuações.
O diretor Joe Johnston conseguiu mostrar a "Jornada do Herói" de Steve Rogers de forma crível. Podemos sentir a tristeza e descontentamento do herói, enquanto ainda não pode lutar na Guerra, motivado pela morte de seu pai, no front de combate. Ele luta bravamente para conseguir seu lugar ao sol, até que o Dr. Erskine, responsável pelo Projeto Supersoldado, resolve escolhe-lo como cobaia.
O resto do elenco, felizmente, não eclipsa Chris Evans e até mesmo parece que o motiva a melhorar. Howard Stark e Peggy Carter são parte importante da criação do herói, mesmo aparecendo de forma tímida no filme.
Em suma: um filme divertido, que te faz lembrar que o cinema é entretenimento, devendo ser divertido e também fechando com chave de ouro a leva de filmes que culminam em Vingadores.
SPOILER
Aproveitando a citação à Vingadores, confiram a cena que aparece após os créditos do filme, e o trailer do maior filme de super-heróis depois de Heróis Muito Loucos:
De Casa Nova
Fala, galera, o blog está de casa nova, powered by Google agora.
Nossa meia dúzia de leitores deve se lembrar dos posts nerds e vou avisar que eles serão migrados aos poucos para essa nova casa, e, aproveitando já digo também que esse vai ser o novo lado do blog, para nerds, mas mantendo a qualidade dos textos (ruins) como já era antes.
Pra inaugurar, teremos, até a sexta-feira, pelo menos os seguintes posts:
- Resenha de Capitão América: O Primeiro Vingador;
- Resenha do episódio piloto da série cancelada da Mulher-Maravilha;
- Considerações sobre o reboot na DC Comics;
- Resenhas do novo desenho dos Thundercats!
É chegada uma nova era no mais novo blog que vai ser rotulado de nerd da Internet!
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