quinta-feira, 1 de setembro de 2011

DC Reboot: um mal (des)necessário?

Fala, galera?

Como prometido (e furado ontem) vim aqui comentar o Reboot. Não, ainda não li a nova revista da Liga, a primeira dessa nova era da editora. Provavelmente, eu irei lê-la apenas na próxima semana, mas aguardem uma resenha dela (e de Flashpoint também).


Então, na verdade, o intuito desse texto é dar uma relembrada na história geral da DC e também mostrar os porquês do Reboot (tanto financeiros quanto criativos).

Pois bem, vamos dar uma contextualizada na história da editora?

A DC (na época, chamada de National Comics) foi fundada em 1934, mas conseguiu seu grande sucesso em 1938, na forma do Superman. Em 1939, Batman estréia na revista Detective Comics, e a popularidade da revista cresce tanto que a editora acaba, por diversos motivos, adotando a sigla da revista como nome oficial.
A publicação de Superman em Action Comics #1 (publicada em Abril de 1938) dá início à chamada Era de Ouro dos quadrinhos. Muitos heróis são criados nessa época: Mulher-Maravilha, Flash (Jay Garrick), Lanterna Verde (Allan Scott), Arqueiro Verde, Aquaman, e, principalmente, a Sociedade da Justiça. Após a criação do Superman, houve uma avalanche de outros heróis (inclusive considerados cópia deste)  em outras editoras: Capitão América, Capitão Marvel, Besouro Azul, entre outros.
Com histórias leves e aventurescas, a Era de Ouro durou até meados dos anos 50. Nessa época, após a II Guerra Mundial, o mercado de quadrinhos sofreu uma grande redução de mercado, com apenas títulos grandes (como Action e Detective Comics) mantendo sua publicação. A situação só piorou com a publicação do livro "A Sedução dos Inocentes", de Frederic Wertham, que tornou os quadrinhos grandes  vilões (mais ou menos como os videogames são tratados hoje em dia). Para conter esses "abusos" dos autores, foi criado então o "Comics Code Authority", um código que os autores deveriam seguir e que, caso fosse violado, as revistas não poderiam entrar em circulação.

E veio, então, o primeiro reboot...

Em 1956, em meio a toda essa confusão, a DC resolve lançar uma nova versão do Flash. Com o sucesso desse, vários outros heróis foram recriados de formas diferentes, mais ligados à Ficção Científica do que à magia, como foi no passado. Junto com o novo Flash, veio um novo Lanterna Verde, um novo Gavião Negro... Mas, alguns não foram alterados, como, por exemplo, Superman, Batman e Mulher-Maravilha. Eles eram os mesmos de antes, porém, com alguns detalhes diferentes em suas origens. Os novos heróis formaram também a Liga da Justiça. Vários deles nessa época tiveram parceiros mirins, como Robin e Kid Flash, que se uniram no grupo chamado de Turma Titã.
Esse pode ser considerado o primeiro (e mais completo) reboot da editora, pois basicamente tudo o que foi publicado antes foi, de certa forma, desconsiderado.

Pois é, não dava pra jogar todas as histórias até então no lixo, certo?

Em várias histórias, Barry Allen (o Flash) diz que adotou a sua identidade por causa de um gibi que leu, estrelado por ninguém mais, ninguém menos que: Jay Garrick, o primeiro Flash.
Usando esse gancho, foi feita a maior jogada já imaginada nos quadrinhos até então: na história Flash de Dois Mundos, após um truque em que muda sua frequência vibracional, acaba parando em outra Terra. Após investigar um pouco, descobre que foi parar no mundo do Flash original, Jay Garrick e, juntos, conseguem parar alguns criminosos e descobrir um meio de voltar para seu mundo.
Esse foi o nascimento do Multiverso DC (não o blog), contendo a terra contemporânea (Terra-1) e a dos heróis da Segunda Guerra Mundial (Terra-2), porém, ambas tinham suas próprias versões do Batman, Superman e Mulher-Maravilha.
Nas próximas décadas, a DC adquiriu diversas outras editoras e, para não causar problemas de continuidade, foi alocando seus personagens em novas terras e também criando novas versões de seus personagens, como a Terra-3 (onde os heróis eram vilões e o vice-versa), Terra-4 (heróis da Charlton Comics: Capitão Átomo, Besouro Azul, etc.) e diversas outras. Inclusive, foi criada a Terra Primordial, que é basicamente a nossa, onde o Flash encontra seu editor em uma de suas aventuras.
Porém, foi chegando em um ponto que nem mesmo os criadores lembravam de todas as Terras, fazendo com que diversas delas desaparecessem por anos, causando uma confusão tremenda com os fãs.
Sendo assim, nos anos 80, para organizar a casa, a DC decide lançar a primeira (das já degastadas megassagas) Crise nas Infinitas Terras.

Mas, isso vai ficar para amanhã...

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