Há muito tempo atrás, os Guardiões do Universo, considerados a raça mais antiga, dividiram o Universo em 3600 setores e designou a Tropa dos Lanternas Verdes para protegê-los desde então. Valendo-se da energia verde da vontade dos seres viventes, a paz reinou por incontáveis gerações. Porém, ao enfrentar um inimigo tão antigo quanto o próprio Universo, Abin Sur, o Lanterna do Setor 2814, acaba gravemente ferido e vem até a Terra, pertencente a seu setor, para que o anel possa escolher um sucessor. O escolhido é Hal Jordan, um narcisista, egoísta e exibido piloto de testes da Ferris Aeronáutica. Será ele capaz de vencer seus maiores medos e se tornar um Lanterna Verde?
AVISO: PODE CONTER SPOILERS!
Lanterna Verde é um dos filmes que eu estava esperando para esse ano. Um de meus personagens favoritos nas HQs e possivelmente, uma das mitologias mais ricas da história dos quadrinhos. Talvez por isso, tenha me decepcionado.
Vejam bem, LV não é um filme ruim, mas tampouco chega a ser bom. Tentaram colocar coisas demais em pouco tempo de filme, e acabaram por ou deixar coisas em aberto, ou apenas não dar a devida atenção. O filme começa bem, a história dos Guardiões e da Tropa é bem contada e costurada, porém é quando chegamos a Hal Jordan que a coisa fica ruim. Ryan Reynolds ficou bem caracterizado no personagem, assim como seu par, Carol Ferris (Blake Lively – PS.: procurem no Google Imagens, não vão se arrepender), mas a história começa a envolver elementos demais nesse ponto. Os Lanternas, Hal Jordan e seu dilema pessoal, a passagem do anel (ÔPA!) e, enfim, o surgimento do vilão.
Quem acompanhou as notícias sobre o filme, durante sua produção, sabe que houve um roteiro original, um roteiro reescrito e supostas cenas refilmadas após a bagaça estar pronta. E dá para notar no filme que muita coisa foi colocada depois. Por exemplo, a presença de Parallax e várias referências a quadrinhos mais recentes parecem ter vindo exclusivamente dessa revisão de roteiro. Geoff Johns (escritor do LV e consultor da produção) parece ter forçado bastante para encaixar coisas que não entraram originalmente. Assistindo o filme, essa impressão é maior ainda. Parece que existiam dois filmes, com direções diferentes e que foram mesclados (de forma porca).
Para não dizer que o filme só tem pontos negativos, apesar de puxado para o lado cômico, as primeiras experiências de Hal Jordan com o anel (essa frase poderia ter ficado mais gay? Acho que não!) são divertidas. Sem contar a aparição dos medalhões da Tropa: Sinestro, Tomar-Re e Kilowog, que bem que poderiam ter mais participação em tela.
É um novo enfoque na mitologia, e, diga-se de passagem, deixou o filme pronto para uma continuação. Espero somente que a equipe do primeiro filme (menos o diretor, que já disse que não volta) consigam aprender com os erros do primeiro e possam melhorar. Afinal, Sinestro já tem seu caminho pronto para o próximo filme, e já foram dadas todas as pistas para Carol assumir o manto de Safira Estrela. Enfim, esperemos.

