terça-feira, 30 de agosto de 2011

Lanterna Verde

Fala, galera, acho que só tenho usado esse blog pra resenhar filmes ultimamente, né não? Bom, seguindo com essa “tradição” do blog, vamos à resenha de Lanterna Verde, filme que estréia em meados de Agosto aqui e que baixei fui para os EUA assistir e voltei. Vamos à sinopse?

Há muito tempo atrás, os Guardiões do Universo, considerados a raça mais antiga, dividiram o Universo em 3600 setores e designou a Tropa dos Lanternas Verdes para protegê-los desde então. Valendo-se da energia verde da vontade dos seres viventes, a paz reinou por incontáveis gerações. Porém, ao enfrentar um inimigo tão antigo quanto o próprio Universo, Abin Sur, o Lanterna do Setor 2814, acaba gravemente ferido e vem até a Terra, pertencente a seu setor, para que o anel possa escolher um sucessor. O escolhido é Hal Jordan, um narcisista, egoísta e exibido piloto de testes da Ferris Aeronáutica. Será ele capaz de vencer seus maiores medos e se tornar um Lanterna Verde?

AVISO: PODE CONTER SPOILERS!
Lanterna Verde é um dos filmes que eu estava esperando para esse ano. Um de meus personagens favoritos nas HQs e possivelmente, uma das mitologias mais ricas da história dos quadrinhos. Talvez por isso, tenha me decepcionado.
Vejam bem, LV não é um filme ruim, mas tampouco chega a ser bom. Tentaram colocar coisas demais em pouco tempo de filme, e acabaram por ou deixar coisas em aberto, ou apenas não dar a devida atenção. O filme começa bem, a história dos Guardiões e da Tropa é bem contada e costurada, porém é quando chegamos a Hal Jordan que a coisa fica ruim. Ryan Reynolds ficou bem caracterizado no personagem, assim como seu par, Carol Ferris (Blake Lively – PS.: procurem no Google Imagens, não vão se arrepender), mas a história começa a envolver elementos demais nesse ponto. Os Lanternas, Hal Jordan e seu dilema pessoal, a passagem do anel (ÔPA!) e, enfim, o surgimento do vilão.
Quem acompanhou as notícias sobre o filme, durante sua produção, sabe que houve um roteiro original, um roteiro reescrito e supostas cenas refilmadas após a bagaça estar pronta. E dá para notar no filme que muita coisa foi colocada depois. Por exemplo, a presença de Parallax e várias referências a quadrinhos mais recentes parecem ter vindo exclusivamente dessa revisão de roteiro. Geoff Johns (escritor do LV e consultor da produção) parece ter forçado bastante para encaixar coisas que não entraram originalmente. Assistindo o filme, essa impressão é maior ainda. Parece que existiam dois filmes, com direções diferentes e que foram mesclados (de forma porca).
Para não dizer que o filme só tem pontos negativos, apesar de puxado para o lado cômico, as primeiras experiências de Hal Jordan com o anel (essa frase poderia ter ficado mais gay? Acho que não!) são divertidas. Sem contar a aparição dos medalhões da Tropa: Sinestro, Tomar-Re e Kilowog, que bem que poderiam ter mais participação em tela.
É um novo enfoque na mitologia, e, diga-se de passagem, deixou o filme pronto para uma continuação.  Espero somente que a equipe do primeiro filme (menos o diretor, que já disse que não volta) consigam aprender com os erros do primeiro e possam melhorar. Afinal, Sinestro já tem seu caminho pronto para o próximo filme, e já foram dadas todas as pistas para Carol assumir o manto de Safira Estrela. Enfim, esperemos.

Mulher-Maravilha: Resenha do Seriado que não vingou

Olá, amiguinhos.

Hoje temos mais uma resenha aqui no blog, dessa vez de algo que nem mesmo foi lançado para o grande público, porém vazou na Internet. E, como sabemos que tudo que cai na grande rede mundial pode ser baixado (desde que não infrinja os direitos de ninguém), pude conferir o piloto dessa tentativa de um seriado da mulher mais gostosa dos quadrinhos (depois da Poderosa link NSFW, ok?).

Pois bem, vamos começar com a já tradicional sinopse da série?

Diana Themyscira é CEO (a pessoa que manda em todo mundo, tipo o Steve Jobs e o Bill Gates, sacou?) das Indústrias Themyscira, e ganha grana licenciando produtos de seu alter-ego, a Mulher-Maravilha. No entanto, ela também tenta manter uma vida normal como Diana Prince. Mas quando um dos estudantes dos vários projetos sociais da empresa começa a ter problemas com drogas, cabe à Mulher-Maravilha desvendar e acabar com a proliferação dos produtos de Verônica Cale, que estão causando tantos problemas.



Sim, a história é confusa. Sim, a Diana tem três (EU DISSE TRÊS!!!) identidades (sendo uma privada e duas públicas).

Mas, sem brincadeiras agora, a série infelizmente peca bastante nesse ponto comentado: é muito corrida e um pouco confusa. Três identidades é um pouco demais para a heroína, mesmo ela sendo mais que humana.
Achei a série bem diferente de Smallville nesse ponto: em Smallville, temos 10 anos entre o início da série e o Clark finalmente se tornando Superman. Aqui, a série já começa com a Mulher-Maravilha em ação, com suas tarefas de CEO e tentando, parcamente, viver como alguém normal. Além disso, temos uma motivação completamente vazia para a heroína (sério, em nenhum momento explicam porque a Mulher-Maravilha faz o que faz, algo que julgo essencial em qualquer personagem que se preze). Some-se a isso o fato de Elizabeth Hurley (que diga-se de passagem, acho uma tremenda atriz, além de continuar uma gostosa) está totalmente forçada no seu personagem, algo que se traduz em sua interpretação.

Mas não posso apenas criticar. Adrianne Palicki (aquela com o uniforme da Mulher-Maravilha ali em cima) ficou muito bem como a princesa das Amazonas, transmitindo exatamente a presença da Mulher-Maravilha: uma guerreira, porém com uma grande compaixão pelos fracos.

Pontos Positivos: a presença de Adrianne Palicki no papel de Mulher-Maravilha, a escolha do uniforme da princesa Amazona e Elizabeth Hurley
Pontos Negativos: história confusa e corrida, protagonista com facetas demais e uma péssima vilã.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Jornalista divulga final alternativo da saga Harry Potter

Fala, galera! Hoje vi essa notícia na Internets e não poderia deixar de postar no blog, ainda mais depois que o último filme do bruxinho saiu. Então, o jornalista Greg Palast, amigo que comeu da autora da saga Harry Potter, J. K. Rowling, divulgou um final alternativo, que, segundo ele foi confidenciado pela própria em Outubro de 2007. Obviamente, o cara só tava esperando os filmes terminarem de sair e ganhar uma grana saciar a curiosidade dos fãs. Segue aí embaixo o relato do cara (copiado dessa notícia aqui) e, embaixo, uma pequena análise dessa porcaria preciosidade:

Para a Floresta Proibida
Harry marchou em direção ao campo onde Voldemort esperava com seu grupo de Dementadores. A cicatriz de Harry queimava brutalmente, salvando-o da dor de pensar muito profundamente sobre sua decisão, que provavelmente o levaria a nada além da morte.
Que mal especial, que mortal e desleal feitiço teria o Lorde das Trevas preparado para a destruição de Harry?  Voldemort havia caçado Harry por mais de uma década; sem dúvida Voldemort iria se armar com uma maldição especial muito mais poderosa e definitiva que a Avada Kedavra que falhara na tentativa de matar Harry quando criança. 
Harry estava terrivelmente certo. O Lorde das Trevas, em sua clareira na Floresta Proibida, estava preparando um feitiço tão devastador quanto Harry temia, e muito mais horrível. Enquanto Harry caminhava para o encontro que fazia parte de seu destino, Voldemort passava sua varinha entre os frios Dementadores, mandando cada um dar um de seus beijos nela.
Voldemort, naquelas noites dolorosas e solitárias de seu exílio e recuperação, havia criado uma forma de lançar um beijo de Dementador com sua varinha, o beijo que tiraria a alma de sua vítima para sempre. E agora ele atingiria Harry com centenas deles. A recompensa de Voldemort seria maior do que assistir ao enterro de Harry. Ele teria Harry congelado no lugar, a vida de Harry envolta pela eternidade no momento de sua humilhação e derrota final, um monumento aterrorizante à vitória de Voldemort para que todos vissem para sempre. A alegria de Voldemort crescia a cada beijo de Dementador em sua varinha.
Harry podia sentir o frio sepulcral deles à medida que se aproximava e a força de seu desespero. Era algo sem esperanças, e ele estava indefeso perante isso. E ele sabia. 
Mas, então, Harry sentiu a presença de um rapaz e de uma moça, embora não pudesse vê-los. Os dois fantasmas amavelmente ergueram seu corpo e levantaram seu espírito. Isso era, ele tinha certeza, o último resto de força vital de seus pais, fazendo um último sacrifício para se unir a ele em sua jornada final. Ele se permitiu um momento de felicidade pacífica, sentindo-os tão perto.
Então ele parou. Harry tremeu com um profundo arrepio de reconhecimento. Eles não eram seus pais. Eram os de Voldemort: o jovem Tom Riddle e sua noiva que, para esta ocasião, havia recuperado sua bela fisionomia original. Eles disseram, sem usar palavras, “nosso querido filho, não permitiremos que você seja ferido”.
Eram para ele essas palavras? Ou para Voldemort? De alguma forma, não parecia importar – elas pareciam tão bondosas quando tudo que ele precisava nesse momento era o amor dos pais.
Harry e os dois espíritos calorosos, se tornando mais aparentes, aproximaram-se da borda da agitada multidão de seguidores de Voldemort, que se afastaram, preparando para a vítima um caminho fácil para sua condenação. 
A varinha de Voldemort havia retornado à sua mão branca e esquelética. O Lorde das Trevas a apontou com confiança para onde Harry certamente surgiria da multidão, não ainda para destruir Potter, mas para falar com ele, enquanto preparava-se para dar a Harry um discurso sobre a punição eterna prestes a atingi-lo. 
Voldemort riu quando Harry chegou tropeçando. Mas, quando o Lorde das Trevas viu os espectros de seus pais, ele uivou como se fosse cortado ao meio. Com seu coração furioso em chamas, Voldemort imediatamente lançou os beijos mortais, berrando “Oppugno Mortimbessios!”. E todos os terrores vis dos Dementadores, em um clarão sem fim de sua varinha, correram em direção a Harry e aos espíritos ao seu lado.
Demorou apenas um centésimo de segundo para que a maldição de Voldemort alcançasse Harry. Mas, de alguma forma, o mundo pareceu desacelerar, a Terra parou de girar; todos no planeta ficaram imóveis, embora Harry tivesse noção que estava livre para se mexer. Harry havia preparado todos os feitiços escudo para sua defesa, mas agora eles todos eram visivelmente inúteis. Harry se viu incapaz de fazer qualquer coisa a não ser inclinar-se sobre um dos joelhos e abaixar a cabeça, preparando-se para aceitar a força do golpe e sua morte e fim.
Quando ele se ajoelhou, naquele momento quieto fora do tempo, as duas sombras voaram dele em direção a Voldemort. E Voldemort mudou. O vento gélido dos Dementadores, e o Tempo, moveram-se de trás para frente; e lá estava Voldemort, voltando para sua figura mais jovem, poderosa e assustadora.
A maldição atingiu a cicatriz de Harry, obliterando-a, e a seguir, em um rugido alto, ele sentiu a dor esmagadora de seu crânio se abrindo, e então a maldição de som agudo correu de sua cabeça – de volta para a varinha que a havia enviado.
Quando a maldição se virou contra ele, Voldemort continuou a rejuvenescer ainda mais, até que se tornou novamente uma criancinha, com sua mãe e seu pai ao seu lado. Quando perceberam que a força total do encanto do próprio Voldemort estava prestes a atingi-lo, seus pais colocaram seus reconfortantes braços ao redor do filho para protegê-lo do golpe final.
E então ele atingiu. E agora as três almas entrelaçadas, Tom Riddle, sua esposa e filhinho, permaneceriam para sempre sepultados naquele momento único, sem nunca poder ir embora.
E nunca querendo ir.

Hogwarts 2130 DC
O mestre, com sua pegajosa barba branca despenteada e sua cabeça careca e enrugada, coberta por um chapéu de feiticeiro inclinado, olhou com gratidão melancólica para a moldura vazia que ele tinha convencido o Ministério a colocar, apesar da relutância deste. Ele sabia que logo estaria vivendo naquele pequeno quadrado, gravado com o nome “Harry Potter”, separado de Albus Dumbledore apenas pelos retratos das mestras McGonagall e Chang.
O velho mago podia ouvir lá embaixo a movimentação na escola com os preparativos para seu 150º aniversário. Ele mudou Ginny, uma ave do paraíso, para um puleiro mais perto de sua mesa. Sua esposa, em vez de envelhecer, havia se transformado nesse belo pássaro, mas ainda insistia em dar um conselho não típico de um pássaro. “Harry, querido, você não pode perder sua própria festa de aniversário. E está tão agradável lá fora”.
De fato, o dia de verão havia trazido dezenas de pessoas fazendo piqueniques, que tinham vindo para colocar suas cestas e seus cobertores perto da luz acolhedora emitida pela estátua viva da família feliz com a criancinha. Ninguém além do velho mestre sabia quem estava preso naquela esfera brilhante. Quando os Dementadores foram libertados do encanto de Voldemort, eles, e na verdade todos os magos, com exceção de Harry e da sombra de Albus, tiveram apagadas todas as lembranças do Lorde das Trevas. Agora, mais de um século depois, a curiosidade a respeito da família na estátua havia terminado havia muito tempo. Harry havia simplesmente mandado colocar uma placa ali. Ela dizia apenas “Riddles”.
“Eu irei”, ele disse à sua emplumada esposa, “mas tenho que tomar conta do menino um pouco”. O tataraneto de Harry, ainda incapaz de falar, brincava silenciosamente no tapete com seu sapo de chocolate. Então, repentinamente, em uma raiva inexplicável, o pequeno Tom esmagou o animal feito de doce. Harry observou, e soube que o mundo todo logo escureceria novamente para as próximas gerações.
Sério, mesmo? O Lord Voldemort ia virar tão fodão assim? E depois de tudo, seu pai (por quem ele possuía ódio) e sua mãe (que ele desprezava) apareceriam e ele voltaria a ser um bebê? O Harry iria viver até os 150 anos?
Cara, sorte que isso não saiu mesmo. Tá certo, também acho que o final verdadeiro ficou meio vago (ainda acho tosco aquele negócio das varinhas voarem e o feitiço atingir o próprio Voldemort) mas isso aí já é viagem demais, não acham?

PS.: Queria saber o que a Rowling bebeu/fumou/cheirou pra escrever essa bagaça, porque o negócio é forte.

Capitão América - O Primeiro Vingador

Bom, galera, pra começar com o pé direito essa nova era no blog, vou aproveitar para fazer a resenha desse filme que eu estava aguardando tanto para assistir. Como de praxe, vamos primeiro conhecer a história?


Steve Rogers era um rapaz fraco e esguio, que não conseguiu fazer parte do Exército Americano justamente por seu porte físico e saúde debilitada. Porém, tendo imensa vontade de participar da guerra e disposto à tudo para isso, submete-se à um projeto secreto do governo chamado de “Supersoldado”, baseado em um soro especial e radiação, que gera um desenvolvimento físico, fazendo com que mesmo um homem debilitado como Rogers possa ter o mesmo porte físico de um superatleta, sendo musculoso, forte, veloz e ágil (além de poder quebrar uma parede com um soco!), utilizando como arma apenas um escudo, feito de uma liga de metal especial chamada de Vibranium. Ele, então, se junta a outros seres poderosos e passa a ser o ícone máximo dos soldados americanos na 2ª Guerra Mundial, o Capitão América.

Bom, primeiro, tenho que comentar uma coisa: não estava esperando muito desse filme. Eu não conhecia bem o personagem (tanto que penei para fazer uma parte da matéria que nunca terminou no outro endereço do blog) e não acreditava que o protagonista seria crível. Não pelo fato do Capitão América ser um personagem ruim, mas sim por causa do ator Chris Evans, que, até hoje, não havia feito nenhum papel que me chamasse a atenção, incluindo aí os filmes do Quarteto Fantástico.

Mas devo dar o braço a torcer, o filme me surpreendeu muito (positivamente). Claro, como todos os outros da Marvel não é nenhuma obra prima, mas tem grandes méritos, que poucos filmes têm conseguido atualmente: uma história coesa, divertida e com boas atuações.

O diretor Joe Johnston conseguiu mostrar a "Jornada do Herói" de Steve Rogers de forma crível. Podemos sentir a tristeza e descontentamento do herói, enquanto ainda não pode lutar na Guerra, motivado pela morte de seu pai, no front de combate. Ele luta bravamente para conseguir seu lugar ao sol, até que o Dr. Erskine, responsável pelo Projeto Supersoldado, resolve escolhe-lo como cobaia.

O resto do elenco, felizmente, não eclipsa Chris Evans e até mesmo parece que o motiva a melhorar. Howard Stark e Peggy Carter são parte importante da criação do herói, mesmo aparecendo de forma tímida no filme.

Em suma: um filme divertido, que te faz lembrar que o cinema é entretenimento, devendo ser divertido e também fechando com chave de ouro a leva de filmes que culminam em Vingadores.

SPOILER

Aproveitando a citação à Vingadores, confiram a cena que aparece após os créditos do filme, e o trailer do maior filme de super-heróis depois de Heróis Muito Loucos:


De Casa Nova

Fala, galera, o blog está de casa nova, powered by Google agora.

Nossa meia dúzia de leitores deve se lembrar dos posts nerds e vou avisar que eles serão migrados aos poucos para essa nova casa, e, aproveitando já digo também que esse vai ser o novo lado do blog, para nerds, mas mantendo a qualidade dos textos (ruins) como já era antes.

Pra inaugurar, teremos, até a sexta-feira, pelo menos os seguintes posts:
- Resenha de Capitão América: O Primeiro Vingador;
- Resenha do episódio piloto da série cancelada da Mulher-Maravilha;
- Considerações sobre o reboot na DC Comics;
- Resenhas do novo desenho dos Thundercats!

É chegada uma nova era no mais novo blog que vai ser rotulado de nerd da Internet!