quarta-feira, 7 de setembro de 2011

DC Reboot: um mal (des)necessário? - Parte 2 - A Primeira Crise

Crise nas Infinitas Terras



Sou suspeito para falar dessa saga, pois admiro a obra como uma das maiores histórias já escritas, mas vamos ser objetivos.
Na história, após tentar descobrir os segredos do surgimento do Universo, Krona, um dos cidadãos de Maltus, faz um experimento proibido e acaba conseguindo visualizar o Big Bang. Porém, isso faz com que seu maquinário exploda e é criado, acidentalmente, o universo de Antimatéria, o exato oposto do nosso, que, para manter a coesão, se dividiu em diversas Terras paralelas.
Esse ato impensado também fez surgiu dois seres, o Monitor e o Anti-Monitor, que, assim que sentiram a presença do outro começaram a guerrear. Essa guerra durou 1 milhão de anos e, ao final, ambos caíram inconcientes.
Anos e anos depois, numa das Terras, Pária era um cientista também disposto a descobrir a origem do Multi/Universo. Mesmo com os protestos de seu povo, ele prossegue em sua tentativa até o sucesso. Porém, esse sucesso lhe custa caro: é causada uma explosão de anti-matéria que devasta seu Universo, e acorda o Anti-Monitor, que libera um onda destrutiva sobre o Multiverso.
A única vantagem é que o Monitor também acorda, e começa a preparar um plano para a queda de seu inimigo. Convocando alguns heróis, como a Precursora e Alexander Luthor Junior da Terra-3, que começam a instruir os heróis de diferentes Terras agindo em grupo de modo que possam parar seus inimigos.
Eles obtém um primeiro sucesso, defendendo parte das torres vibracionais criadas pelo Monitor,  que mantém os universos separados e os protege da onda de antimatéria. Mas, o que ninguém esperava era a traição da Precursora, após ser dominada por um dos Demônios das Sombras do Antimonitor. Só que isso era uma parte do plano do Monitor, pois, com sua morte, seus dispositivos finalmente teriam energia suficiente para serem ativados, o que contém a ameaça da antimatéria, ao menos por hora.
Agora, o objetivo dos heróis é fazer com que as Terras se tornem apenas uma, mais coesa e forte, como deveria ter sido no início dos tempos. Com a ativação das torres, é criado um bolsão interdimensional, onde ficam protegidas as Terras 1 e 2 (chamadas pela Abril Jovem de Ativa e Paralela, respectivamente), cujos heróis são convocados para tentar salvar as únivas Terras ainda intactas (a 4, a X e a S). Mas é difícil lidar com os heróis dessas terras, pois vários deles estão dominados pelos poderes do Pirata Psíquico. Aproveitando-se dessa brecha, o Antimonitor ataca o satélite do falecido monitor. Num ato recheado de culpa e redenção, a Precursora explode-se no meio do satélite, garantindo a energia necessária para que as terras restantes se juntem às outras no Limbo.
Os representantes do Monitor reúnem então os Supermen da Terra 1 e 2, o Tio Sam da Terra X, o Capitão Marvel da Terra S, o Besouro Azul da Terra 4 e a Lady Quark, última sobrevivente da Terra 6 para lhes explicarem os motivos da Crise.
Após todos estarem a par dos eventos, alguns dos maiores campeões de cada uma das Terras são escolhidos para colocar em prática a próxima fase do plano para salvar o Multiverso: confrontar o Antimonitor, visando destruir as máquinas que estão desacelerando a vibração que separa os universos, colocando-os em rota de colisão. Os heróis convocados são: Supergirl, Ray, Capitão Átomo, Capitão Marvel, Nuclear, Mulher-Maravilha, Caçador de Marte (ou Ajax, como era conhecido nas traduções da Abril Jovem), Doutora Luz, Mon-El e Lanterna Verde. Utilizando-se de um túnel criado por Alexander Luthor, eles se dirigem para o Universo de Antimatéria, tendo o Párea como guia. No entanto, vários deles se ferem no caminho, e somente o Superman e a Doutora Luz conseguem chegar ao seu destino. Quando Superman está para destruir as máquinas, o Antimonitor aparece das trevas para impedí-lo, ferindo-o de forma brutal. Supergirl assiste aterrorizada, sabendo que, se uma ameaça dessas pode ferir seu primo, poderá até mesmo matá-la. A Doutora Luz, arrogante, ataca o Antimonitor com todo seu poder, porém não causa nada a ele. Supergirl ataca o inimigo enfurecida, e consegue destruir seu traje de contenção. Ela pede que a Dra. Luz leve o Superman para longe, junto com seus outros companheiros. Porém, a arrogância da Dra. faz com que ela fique para ajudar, e num momento de descuido, Supergirl é atingida e o Antimonitor foge.

Esse é o primeiro ponto de virada da série, e um dos mais importantes, quando Superman a segura nos braços, e ela morre pedindo para que ele não chore, pois foi graças a ele que ela aprendeu o significado do heroísmo e decidiu seguir seus passos.



 A fusão das Terras foi contida, mas o preço dela foi alto. Vemos então o funeral da Supergirl, com um depoimento emocionante da Batgirl sobre a amiga. Após o funeral, Superman leva o corpo da prima até o Sol, e diz que os sonhos que eles compartilhavam continuariam vivos.

Aproveitando-se do lamento dos heróis, o Antimonitor começa a construir um canhão de antimatéria, e o Flash (que havia sido capturado no começo da Crise) consegue liberar-se do domínio do Pirata Psíquico e o força a ajudá-lo a dominar os servos do Antimonitor que os atacam. Assim, ele consegue chegar na fonte de energia do canhão, e começa a correr, para conter a energia e fazer com que ela volte para a máquina, destruindo-a. Porém, ele precisa ultrapassar seus limites, o que faz com que ele comece a viajar pelo tempo, e seu corpo começa a se desintegrar devido ao esforço. Mais um herói cai, dessa vez, de forma solitária...




Pois bem, galera. Chegamos à parte final da Crise, que vai ficar para a semana que vem, junto com o que ocorre com a DC no final dela. Estejam ligados.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Thundercats - A nova série

Olá, leitores fétidos! Chegou a hora de conferir a pequena (menor que as outras?) resenha da nova série dos Thundercats, que está passando no Cartoon Network estadunidense e que eu baixei fui nos EUA assistir e voltei. Dessa vez, não vou colocar a sinopse aqui porque acredito que a maioria já tenha assistido o desenho antigo no SBT e se não assistiu, favor deixar esse site agora! dê uma olhada na Wikipedia.

Pois bem, o visual dos personagens mudou muito. A influência dos mangás é clara, pois é o que dá dinheiro dá uma expressividade maior à eles. E claro, japoneses sempre souberam trabalhar melhor com armas brancas que americanos. E, sendo Thundercats uma obra nipo-estadunidense (entre Japão e EUA, tá precisando estudar, hein?) é bom aproveitar os dois lados da cooperação, certo?
Aproveitaram também pra dar uma rejuvenescida nos personagens, o que não é nada mau, já que é uma história nova.
Aproveitando o gancho, bora comentar sobre a história. O desenho antigo começava já no Terceiro Mundo, e temos apenas vislumbres e contos sobre o que era Thundera e como era sua cultura. Nessa nova história, somos apresentados à sociedade de Thundera, e sua organização, bem como sua rixa com os outros povos de seu mundo. Somos apresentados ao trio básico, Lion-O, Tygra e Cheetara.
Lion e Tygra são os príncipes de sua terra, porém, Lion deve provar seu valor para que possa suceder seu pai ao trono e poder manejar a Espada Justiceira. Mas seu pai não o enxerga como um grande guerreiro, vendo em Tygra um sucessor mais preparado. Com a chegada de um de seus generais de uma missão distante, Thundera começa a festejar mais uma vitória contra os lagartos. Até que eles descobrem a verdade por trás dessas histórias...

Não vou dar spoilers sobre o desenho, mas é muito bom... Finalmente, um remake de um desenho que pode ser tão bom quanto o original. Se esse primeiro episódio for apenas uma demonstração de quão boa a série pode ser, acredito que possa superar a original.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Thor (Marvel Studios, 2011)

Olá, amigos, acredito que muitos de vocês saibam que na sexta passada estreou aqui no Brasil o filme Thor, levando pra telona o deus nórdico da Marvel. Pois bem, ontem eu assisti o filme e decidi fazer um pequeno review sobre o filme, dirigido por Kenneth Branagh e estrelando Chris Hensworth (Thor), Anthony Hopkins (Odin) e Natalie Portman (Jane Foster). Confiram o pôster abaixo:


Vamos à sinopse do filme?
Thor é um arrogante guerreiro, filho de Odin, Rei de Asgard. Após uma imprudência sua, seu pai lhe envia para a Terra, como castigo. Ele deve, então, provar seu verdadeiro valor para que possa voltar a viver com seu povo.
A vantagem dos filmes da Marvel é que todos são interligados. Ou seja, aguarde referências à Homem de Ferro (1 e 2) e até mesmo ao último filme do Hulk. Inclusive, a história de Thor começa no meio do filme do Ferroso. Pois bem, esses detalhes à parte vamos ao filme.
A história segue aquela premissa básica de filmes de heróis (inclua nisso filmes como Robin Hood, Rei Arthur e outros heróis clássicos da literatura): temos um “predestinado” que, por ser considerado grande desde sua infância, cai em desgraça perante suas ações. Com isso, seu tutor o tira de seu lugar comum para que possa aprender o verdadeiro valor de seu poder e sua responsabilidade perante o povo.
Apesar disso, Thor equilibra muito bem ação, comédia e até mesmo romance, com uma pequena dose de ficção científica. Mesmo sendo um pouco corrido (como acaba acontecendo com todos os filmes de origem, como Homem de Ferro, Homem-Aranha, X-Men, Batman Begins) visto que não é possível dar profundidade à todos os personagens. Porém, temos uma ótima introdução ao universo do herói e de seus principais coadjuvantes, como os 3 Guerreiros (Volstagg, Hogun e Fandral), Sif, Heimmdall e seu grande vilão: Loki, o deus da trapaça. No outro núcleo do filme, a S.H.I.E.L.D. e seus agentes (sendo Coulson e Barton os mais conhecidos dos fãs), bem como a equipe de pesquisa formada por Jane Foster (a dama em perigo), Dr. Erik Selvig e Darcy (o alívio cômico).
Quanto à ambientação, tanto Asgard quanto à Terra ficaram ótimos. Os uniformes dos Asgardianos parecem reais, inclusive, os personagens não distoam nem mesmo dos agentes da S.H.I.E.L.D., que estão perfeitamente caracterizados como nos filmes do Homem de Ferro.
Falar dos cenários é chover no molhado. Após Senhor dos Anéis, todos ficamos embasbacados com os ótimos cenários construídos por Peter Jackson e sua equipe. Em Avatar, vimos um mundo completamente novo e surreal em Pandora, pelas mãos de James Cameron. Kenneth Branagh conseguiu elevar isso à um novo patamar, com Asgard, os 9 Reinos e a Ponte do Arco-Íris. Agora, é hora de ver o próximo à quebrar essa barreira.
Resumindo: Thor é um ótimo filme, com uma história empolgante e divertida, principalmente para quem já vem acompanhando outros filmes da Marvel. E, não se esqueçam de ficar no cinema até o final dos créditos, pois há uma pequena cena que abre o caminho para “Os Vingadores”.

DC Reboot: um mal (des)necessário?

Fala, galera?

Como prometido (e furado ontem) vim aqui comentar o Reboot. Não, ainda não li a nova revista da Liga, a primeira dessa nova era da editora. Provavelmente, eu irei lê-la apenas na próxima semana, mas aguardem uma resenha dela (e de Flashpoint também).


Então, na verdade, o intuito desse texto é dar uma relembrada na história geral da DC e também mostrar os porquês do Reboot (tanto financeiros quanto criativos).

Pois bem, vamos dar uma contextualizada na história da editora?

A DC (na época, chamada de National Comics) foi fundada em 1934, mas conseguiu seu grande sucesso em 1938, na forma do Superman. Em 1939, Batman estréia na revista Detective Comics, e a popularidade da revista cresce tanto que a editora acaba, por diversos motivos, adotando a sigla da revista como nome oficial.
A publicação de Superman em Action Comics #1 (publicada em Abril de 1938) dá início à chamada Era de Ouro dos quadrinhos. Muitos heróis são criados nessa época: Mulher-Maravilha, Flash (Jay Garrick), Lanterna Verde (Allan Scott), Arqueiro Verde, Aquaman, e, principalmente, a Sociedade da Justiça. Após a criação do Superman, houve uma avalanche de outros heróis (inclusive considerados cópia deste)  em outras editoras: Capitão América, Capitão Marvel, Besouro Azul, entre outros.
Com histórias leves e aventurescas, a Era de Ouro durou até meados dos anos 50. Nessa época, após a II Guerra Mundial, o mercado de quadrinhos sofreu uma grande redução de mercado, com apenas títulos grandes (como Action e Detective Comics) mantendo sua publicação. A situação só piorou com a publicação do livro "A Sedução dos Inocentes", de Frederic Wertham, que tornou os quadrinhos grandes  vilões (mais ou menos como os videogames são tratados hoje em dia). Para conter esses "abusos" dos autores, foi criado então o "Comics Code Authority", um código que os autores deveriam seguir e que, caso fosse violado, as revistas não poderiam entrar em circulação.

E veio, então, o primeiro reboot...

Em 1956, em meio a toda essa confusão, a DC resolve lançar uma nova versão do Flash. Com o sucesso desse, vários outros heróis foram recriados de formas diferentes, mais ligados à Ficção Científica do que à magia, como foi no passado. Junto com o novo Flash, veio um novo Lanterna Verde, um novo Gavião Negro... Mas, alguns não foram alterados, como, por exemplo, Superman, Batman e Mulher-Maravilha. Eles eram os mesmos de antes, porém, com alguns detalhes diferentes em suas origens. Os novos heróis formaram também a Liga da Justiça. Vários deles nessa época tiveram parceiros mirins, como Robin e Kid Flash, que se uniram no grupo chamado de Turma Titã.
Esse pode ser considerado o primeiro (e mais completo) reboot da editora, pois basicamente tudo o que foi publicado antes foi, de certa forma, desconsiderado.

Pois é, não dava pra jogar todas as histórias até então no lixo, certo?

Em várias histórias, Barry Allen (o Flash) diz que adotou a sua identidade por causa de um gibi que leu, estrelado por ninguém mais, ninguém menos que: Jay Garrick, o primeiro Flash.
Usando esse gancho, foi feita a maior jogada já imaginada nos quadrinhos até então: na história Flash de Dois Mundos, após um truque em que muda sua frequência vibracional, acaba parando em outra Terra. Após investigar um pouco, descobre que foi parar no mundo do Flash original, Jay Garrick e, juntos, conseguem parar alguns criminosos e descobrir um meio de voltar para seu mundo.
Esse foi o nascimento do Multiverso DC (não o blog), contendo a terra contemporânea (Terra-1) e a dos heróis da Segunda Guerra Mundial (Terra-2), porém, ambas tinham suas próprias versões do Batman, Superman e Mulher-Maravilha.
Nas próximas décadas, a DC adquiriu diversas outras editoras e, para não causar problemas de continuidade, foi alocando seus personagens em novas terras e também criando novas versões de seus personagens, como a Terra-3 (onde os heróis eram vilões e o vice-versa), Terra-4 (heróis da Charlton Comics: Capitão Átomo, Besouro Azul, etc.) e diversas outras. Inclusive, foi criada a Terra Primordial, que é basicamente a nossa, onde o Flash encontra seu editor em uma de suas aventuras.
Porém, foi chegando em um ponto que nem mesmo os criadores lembravam de todas as Terras, fazendo com que diversas delas desaparecessem por anos, causando uma confusão tremenda com os fãs.
Sendo assim, nos anos 80, para organizar a casa, a DC decide lançar a primeira (das já degastadas megassagas) Crise nas Infinitas Terras.

Mas, isso vai ficar para amanhã...