Sou suspeito para falar dessa saga, pois admiro a obra como uma das maiores histórias já escritas, mas vamos ser objetivos.
Na história, após tentar descobrir os segredos do surgimento do Universo, Krona, um dos cidadãos de Maltus, faz um experimento proibido e acaba conseguindo visualizar o Big Bang. Porém, isso faz com que seu maquinário exploda e é criado, acidentalmente, o universo de Antimatéria, o exato oposto do nosso, que, para manter a coesão, se dividiu em diversas Terras paralelas.
Esse ato impensado também fez surgiu dois seres, o Monitor e o Anti-Monitor, que, assim que sentiram a presença do outro começaram a guerrear. Essa guerra durou 1 milhão de anos e, ao final, ambos caíram inconcientes.
Anos e anos depois, numa das Terras, Pária era um cientista também disposto a descobrir a origem do Multi/Universo. Mesmo com os protestos de seu povo, ele prossegue em sua tentativa até o sucesso. Porém, esse sucesso lhe custa caro: é causada uma explosão de anti-matéria que devasta seu Universo, e acorda o Anti-Monitor, que libera um onda destrutiva sobre o Multiverso.
A única vantagem é que o Monitor também acorda, e começa a preparar um plano para a queda de seu inimigo. Convocando alguns heróis, como a Precursora e Alexander Luthor Junior da Terra-3, que começam a instruir os heróis de diferentes Terras agindo em grupo de modo que possam parar seus inimigos.
Eles obtém um primeiro sucesso, defendendo parte das torres vibracionais criadas pelo Monitor, que mantém os universos separados e os protege da onda de antimatéria. Mas, o que ninguém esperava era a traição da Precursora, após ser dominada por um dos Demônios das Sombras do Antimonitor. Só que isso era uma parte do plano do Monitor, pois, com sua morte, seus dispositivos finalmente teriam energia suficiente para serem ativados, o que contém a ameaça da antimatéria, ao menos por hora.
Agora, o objetivo dos heróis é fazer com que as Terras se tornem apenas uma, mais coesa e forte, como deveria ter sido no início dos tempos. Com a ativação das torres, é criado um bolsão interdimensional, onde ficam protegidas as Terras 1 e 2 (chamadas pela Abril Jovem de Ativa e Paralela, respectivamente), cujos heróis são convocados para tentar salvar as únivas Terras ainda intactas (a 4, a X e a S). Mas é difícil lidar com os heróis dessas terras, pois vários deles estão dominados pelos poderes do Pirata Psíquico. Aproveitando-se dessa brecha, o Antimonitor ataca o satélite do falecido monitor. Num ato recheado de culpa e redenção, a Precursora explode-se no meio do satélite, garantindo a energia necessária para que as terras restantes se juntem às outras no Limbo.
Os representantes do Monitor reúnem então os Supermen da Terra 1 e 2, o Tio Sam da Terra X, o Capitão Marvel da Terra S, o Besouro Azul da Terra 4 e a Lady Quark, última sobrevivente da Terra 6 para lhes explicarem os motivos da Crise.
Após todos estarem a par dos eventos, alguns dos maiores campeões de cada uma das Terras são escolhidos para colocar em prática a próxima fase do plano para salvar o Multiverso: confrontar o Antimonitor, visando destruir as máquinas que estão desacelerando a vibração que separa os universos, colocando-os em rota de colisão. Os heróis convocados são: Supergirl, Ray, Capitão Átomo, Capitão Marvel, Nuclear, Mulher-Maravilha, Caçador de Marte (ou Ajax, como era conhecido nas traduções da Abril Jovem), Doutora Luz, Mon-El e Lanterna Verde. Utilizando-se de um túnel criado por Alexander Luthor, eles se dirigem para o Universo de Antimatéria, tendo o Párea como guia. No entanto, vários deles se ferem no caminho, e somente o Superman e a Doutora Luz conseguem chegar ao seu destino. Quando Superman está para destruir as máquinas, o Antimonitor aparece das trevas para impedí-lo, ferindo-o de forma brutal. Supergirl assiste aterrorizada, sabendo que, se uma ameaça dessas pode ferir seu primo, poderá até mesmo matá-la. A Doutora Luz, arrogante, ataca o Antimonitor com todo seu poder, porém não causa nada a ele. Supergirl ataca o inimigo enfurecida, e consegue destruir seu traje de contenção. Ela pede que a Dra. Luz leve o Superman para longe, junto com seus outros companheiros. Porém, a arrogância da Dra. faz com que ela fique para ajudar, e num momento de descuido, Supergirl é atingida e o Antimonitor foge.
Esse é o primeiro ponto de virada da série, e um dos mais importantes, quando Superman a segura nos braços, e ela morre pedindo para que ele não chore, pois foi graças a ele que ela aprendeu o significado do heroísmo e decidiu seguir seus passos.
A fusão das Terras foi contida, mas o preço dela foi alto. Vemos então o funeral da Supergirl, com um depoimento emocionante da Batgirl sobre a amiga. Após o funeral, Superman leva o corpo da prima até o Sol, e diz que os sonhos que eles compartilhavam continuariam vivos.
Aproveitando-se do lamento dos heróis, o Antimonitor começa a construir um canhão de antimatéria, e o Flash (que havia sido capturado no começo da Crise) consegue liberar-se do domínio do Pirata Psíquico e o força a ajudá-lo a dominar os servos do Antimonitor que os atacam. Assim, ele consegue chegar na fonte de energia do canhão, e começa a correr, para conter a energia e fazer com que ela volte para a máquina, destruindo-a. Porém, ele precisa ultrapassar seus limites, o que faz com que ele comece a viajar pelo tempo, e seu corpo começa a se desintegrar devido ao esforço. Mais um herói cai, dessa vez, de forma solitária...
Pois bem, galera. Chegamos à parte final da Crise, que vai ficar para a semana que vem, junto com o que ocorre com a DC no final dela. Estejam ligados.




